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44% em São Paulo e 50% no Rio votariam em investigado por corrupção, diz Datafolha

Dentro do tema da corrupção, o Datafolha fez uma série de perguntas específicas aos entrevistados. Segundo a pesquisa, 40% dos cariocas votariam, por exemplo, em um investigado que já tenha feito melhorias para a população em mandatos anteriores

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FÁBIO ZANINI
SÃO PAULO, SP

Uma parcela expressiva dos eleitores em quatro das principais capitais brasileiras admite a possibilidade de votar em candidatos investigados por corrupção na atual eleição municipal.

É o que aponta pesquisa Datafolha realizada nos dias 20 e 21 de outubro em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. A margem de erro em todos os casos é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela a TV Globo.

O maior índice é aferido no Rio de Janeiro, onde 50% dos entrevistados dizem que poderiam escolher um candidato investigado, enquanto a outra metade rejeita essa hipótese. A cidade é um dos epicentros dos escândalos de corrupção no Brasil. Tanto a capital quanto o governo estadual tiveram nos últimos anos uma sucessão de governantes investigados, cassados ou presos sob acusação de desvio de recursos públicos.

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O próprio prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que concorre à reeleição, chegou a ter sua candidatura cassada pela Justiça, mas está recorrendo.

Dentro do tema da corrupção, o Datafolha fez uma série de perguntas específicas aos entrevistados. Segundo a pesquisa, 40% dos cariocas votariam, por exemplo, em um investigado que já tenha feito melhorias para a população em mandatos anteriores.

No linguajar da política brasileira, esse discurso de campanha foi resumido ao longo de décadas no slogan “rouba, mas faz”.

Ainda de acordo com o Datafolha, se o candidato sob investigação for conhecido e tiver prestígio, 33% poderiam votar nele. Foram ouvidos 1.008 eleitores no Rio.

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Em São Paulo, 44% dos entrevistados admitem de forma geral votar em um candidato sob investigação. Na pergunta específica sobre votar em investigados que já fizeram melhorias em mandatos anteriores, 33% consideram essa hipótese. O instituto ouviu 1.204 eleitores na cidade.

Os índices são similares em Recife, onde 43% votariam em investigados, e Belo Horizonte, em que o índice é de 42%. O Datafolha entrevistou 868 pessoas nas duas cidades. A tolerância com relação a candidatos investigados é maior entre os mais jovens e menos escolarizados.

Em São Paulo, 56% dos eleitores entre 16 e 24 anos aceitam a possibilidade, patamar que é similar no Rio (56%), Belo Horizonte (59%) e Recife (60%).

No segmento dos que cursaram até o ensino fundamental, 51% dos paulistanos admitem o voto em candidato investigados, índice que é de 58% no Rio, 52% na capital mineira e 55% na pernambucana.

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O Datafolha também perguntou aos eleitores se eles procuram se informar sobre os candidatos antes de votarem. Por ampla maioria, os entrevistados disseram que buscam pesquisar sobre a trajetória deles na vida pública, mas rejeitam escolher apenas com base em indicações de amigos ou parentes.

Em São Paulo, 73% disseram que tentam se inteirar sobre os candidatos antes de decidirem pelo voto, e apenas 19% afirmaram que fazem sua escolha com base apenas em indicações. No Rio, os índices são parecidos: 72% e 20%, respectivamente.

Fontes: Pesquisa Datafolha presencial feita nos dias 20 e 21 de outubro com eleitores de 16 anos ou mais em São Paulo (1.204 eleitores), Rio de Janeiro (1.008 eleitores), Belo Horizonte (868 eleitores) e Recife (868 eleitores). A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Contratantes: Folha de S.Paulo/TV Globo. Registros: TRE-SP com o número SP-02125/2020, TRE-RJ com o número RJ-08627/2020, TRE-MG com o número MG-02866/2020 e no TRE-PE com o número PE-05988/2020.

As informações são da FolhaPress

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