Menu
brasil

Vai viajar com seu cachorro em 2026? Entenda as novas exigências para sair do Brasil sem erro

Redação Jornal de Brasília

24/04/2026 13h32

beautiful pet portrait small dog with cage

Mudanças no processo do CVI, novo laboratório credenciado pela União Europeia e regras sanitárias exigem mais planejamento para embarcar com pets em viagens internacionais

Viajar com cachorro para fora do país nunca foi só uma questão de comprar a passagem. Em 2026, porém, o processo ficou ainda mais técnico no Brasil e exige atenção redobrada dos tutores.

A demanda não é exatamente nova. Segundo dados divulgados pela empresa porto-riquenha ESA Pet, existem cerca de 200 mil animais de apoio emocional documentados nos Estados Unidos, e 88% dos tutores relatam impacto positivo na saúde mental. Embora os números se refiram ao mercado americano, eles ajudam a ilustrar um movimento mais amplo: para muitos tutores, o pet deixou de ser exceção e passou a entrar no centro do planejamento de viagem.

No Brasil, porém, para sair do país com o animal, é preciso cumprir exigências sanitárias e emitir o CVI, o Certificado Veterinário Internacional, documento exigido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para comprovar a condição sanitária do pet na entrada em outro país.

Mudança em curso

A principal mudança está no fluxo do CVI online. O MAPA informou em sua página oficial que, em breve, a solicitação eletrônica passará a ser feita somente por médicos-veterinários, para todos os países. Essa obrigatoriedade será implantada gradualmente, começando por Mercosul, Bolívia e Venezuela. Para Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha, esse modelo já é aplicado.

Na prática, isso significa menos improviso de última hora. O tutor continua responsável por reunir a documentação e seguir o protocolo do país de destino, mas o processo tende a depender cada vez mais do veterinário habilitado no sistema. É uma mudança importante porque muitos países já exigem exames, vacinas, atestados e prazos que não cabem mais em uma preparação de poucos dias. 

Novidade para quem vai para a Europa

Outro ponto novo e relevante neste ano é a entrada da Arkano Diagnósticos Especializados Veterinários, em Belo Horizonte, como laboratório designado pela União Europeia a partir de 6 de janeiro de 2026 para emitir laudos de titulação de raiva para trânsito internacional de pets. Para tutores que precisam cumprir exigências europeias, a informação reduz incertezas e ajuda a organizar melhor a etapa laboratorial ainda no Brasil.

Esse detalhe pesa porque a titulação de raiva está entre os pontos mais sensíveis para determinadas rotas internacionais. Embora cães e gatos de pequeno porte possam, em alguns casos, viajar na cabine, isso depende da companhia aérea, da rota e das regras de transporte; em operações com animal despachado em trânsito pela União Europeia, o MAPA ressalta que pode ser necessário emitir também um “CVI de trânsito”, além do documento do destino final, dependendo da viagem.

É preciso ter atenção aos prazos

O governo federal também deixa claro que não há um prazo único para todos os destinos. Para cães com destino aos Estados Unidos, a solicitação deve ser feita entre 2 e 5 dias antes do embarque — ou seja, com no máximo 5 e no mínimo 2 dias de antecedência, como informa o MAPA. 

Já para Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, a janela é de 3 a 9 dias antes da viagem; no caso do México, pode chegar a 14 dias. União Europeia, Noruega, Suíça, Irlanda do Norte e Japão também operam com prazo de 3 a 9 dias.

Além disso, alguns destinos ainda exigem chancela física do serviço veterinário oficial do MAPA, mesmo quando o certificado é emitido eletronicamente. Isso vale, por enquanto, para países como Bolívia, Canadá, Colômbia, México, Paraguai e Venezuela.

O básico sanitário continua valendo

Entre as regras sanitárias oficiais destacadas pelo governo, uma das principais é a exigência de vacinação antirrábica válida para animais com mais de 90 dias. Quando o animal é primovacinado, a saída do país de origem só deve ser autorizada após 21 dias da aplicação da vacina.

O documento também informa que o animal deve passar por exame clínico realizado por médico-veterinário registrado no país de origem e por tratamento contra parasitas dentro dos prazos previstos antes da emissão do CVI.

Considerando esse cenário, a era de “resolver no aeroporto” está cada vez mais distante. O próprio material oficial recomenda não deixar a emissão para o dia do embarque, já que qualquer inconsistência documental pode impedir a viagem. 

Em 2026, viajar ao exterior com cachorro saindo do Brasil exige três coisas: antecedência, um veterinário alinhado às regras do destino e atenção total aos prazos do CVI. Para o tutor, a principal mudança está no planejamento: o embarque do pet começa muito antes do check-in.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado