A busca por produtividade tem levado colaboradores a utilizar ferramentas gratuitas de inteligência artificial generativa em suas atividades profissionais, nem sempre com o conhecimento ou a autorização das empresas. Embora esse hábito possa agilizar tarefas, também traz riscos quando envolve o compartilhamento de informações confidenciais em ambientes sem controle corporativo.
O problema já preocupa as lideranças. Segundo estudo da Peers publicado pela MIT Technology Review Brasil, dois em cada três executivos de empresas brasileiras concordam que colaboradores podem estar utilizando ferramentas públicas de IA generativa para fins profissionais sem autorização da organização. Em outra pesquisa global, promovida pela Melbourne Business School com 32 mil trabalhadores, 48% dos entrevistados admitiram ter enviado informações confidenciais da empresa ou de clientes para ferramentas públicas de IA.
“O colaborador que usa uma IA gratuita normalmente não tem má intenção, ele só quer ser mais produtivo. O risco está em fazer isso sem controle sobre o destino dos dados da empresa ou dos clientes. Inovação e produtividade só geram valor sustentável quando caminham lado a lado com a governança”, destaca Marcelo Erthal, CEO da clickCompliance.
Para as equipes de compliance, o desafio é aproveitar o potencial da inteligência artificial sem comprometer a proteção das informações e, ao mesmo tempo, reduzir o tempo dedicado a tarefas operacionais e ao esclarecimento de dúvidas recorrentes dos colaboradores.
Compliance Agent une inteligência artificial e governança
É nesse contexto que a clickCompliance apresenta oficialmente o Compliance Agent, evolução do módulo Compliance Bot. A solução conecta diferentes módulos da plataforma e transforma a operação do programa de integridade em uma experiência conversacional, permitindo que os usuários consultem informações e executem tarefas por meio de comandos em linguagem natural, respeitando as permissões de acesso de cada usuário.
Diferentemente de ferramentas de IA de uso geral, que não foram projetadas especificamente para operar dentro de um sistema de integridade, o Agent atua no contexto do programa de compliance da empresa, utilizando as informações e funcionalidades disponíveis na plataforma conforme as permissões de cada usuário.
Na prática, um colaborador pode consultar políticas pendentes de aceite, verificar se precisa concluir um treinamento ou buscar orientações sobre as regras internas da organização. Já os profissionais de compliance podem acompanhar pendências, consultar prazos regulatórios e solicitar análises, como gráficos de engajamento das equipes em treinamentos. Também é possível acessar informações sobre denúncias, documentos e outras atividades do programa de integridade.
O Compliance Agent pode ser acessado pela plataforma clickCompliance ou diretamente pelo Microsoft Teams, reduzindo a necessidade de navegar por diferentes sistemas para encontrar informações ou realizar tarefas. Ao facilitar o acesso às orientações e automatizar atividades operacionais, a solução também ajuda a liberar tempo das equipes para análise de riscos, investigações e aprimoramento do programa de integridade.
“Queremos que o profissional de compliance tenha na inteligência artificial uma aliada para executar tarefas que antes consumiam horas de trabalho e responder às demandas do dia a dia com mais agilidade. Ao mesmo tempo, os colaboradores conseguem encontrar respostas sem depender da equipe para cada dúvida. O objetivo é unir eficiência operacional e governança em uma experiência que faça sentido para a realidade das empresas”, destaca Erthal.
A proposta é transformar a inteligência artificial em uma aliada da produtividade sem deixar a governança em segundo plano. Ao combinar conhecimento contextualizado, controle de acesso e execução de tarefas, o Agent oferece uma alternativa para empresas que buscam incorporar a IA à operação de compliance de maneira alinhada às suas necessidades e regras internas.
Em um cenário de crescente utilização de ferramentas públicas de IA, a solução reforça a importância de direcionar a inovação para ambientes compatíveis com as exigências de segurança e controle das organizações. Afinal, para o profissional de compliance, aproveitar o potencial da inteligência artificial também significa saber como utilizá-la de forma responsável.