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Por que 71% das empresas B2B no Brasil dizem que gerar leads é seu maior desafio, e como algumas estão revertendo esse número

Redação Jornal de Brasília

13/07/2026 13h08

O funil encolheu, o custo de aquisição subiu e o comprador ficou mais seletivo. Pesquisas recentes do setor mostram que 71,4% das empresas B2B brasileiras apontam a geração de leads qualificados como seu maior desafio atual, e a taxa mediana de conversão do segmento caiu para 2,98% em 2025, a terceira queda consecutiva. Nesse cenário, empresas como a Siete, especializada em geração de leads B2B, vêm ajudando outras empresas a estruturar processos comerciais mais previsíveis e a reverter esse número. Na prática, o desafio é concreto: a cada 34 visitantes de uma página comercial, apenas um se transforma em lead real.

O dado chama atenção porque contradiz a lógica esperada: nunca se investiu tanto em marketing digital, conteúdo e ferramentas de automação como agora. Mas o problema, segundo especialistas do mercado, não está na falta de investimento, está na forma como as empresas ainda estruturam (ou não estruturam) seus processos de geração de leads.

Um problema com raiz cultural

Historicamente, o mercado B2B brasileiro cresceu apoiado em indicação e networking. Levantamentos recentes confirmam que esses dois canais continuam no topo da geração de oportunidades comerciais no país, à frente até da prospecção ativa e do marketing de conteúdo. O resultado é positivo em confiança e reputação, mas frágil em previsibilidade: depender de “quem conhece quem” funciona enquanto a empresa é pequena, mas se torna um teto de crescimento assim que ela precisa escalar o time comercial.

É esse teto que boa parte das empresas brasileiras está enfrentando agora. Com dois, três ou mais vendedores para alimentar, gerar entre 1 e 25 leads por mês (volume médio registrado em pesquisas recentes do setor) simplesmente não sustenta a operação.

O que as empresas que estão revertendo o número têm em

comum

Nem todas as empresas B2B estão travadas nesse cenário. Um grupo específico já conseguiu inverter a curva, e os padrões se repetem:

  1. Trocaram volume por critério.

Em vez de captar o máximo de contatos possível, essas empresas definiram com precisão seu perfil de cliente ideal (ICP) antes de qualquer campanha. Isso reduz o volume bruto de leads, mas aumenta drasticamente a taxa de conversão em oportunidade

real.

  • Estruturaram a prospecção como processo, não como tarefa pontual.

A prospecção ativa deixou de ser “mandar e-mails quando sobra tempo” e passou a ser um processo contínuo, com metas, scripts testados e follow-up disciplinado, muitas vezes conduzido por SDRs dedicados exclusivamente a essa etapa.

3. Adotaram inteligência artificial para qualificar, não para substituir humanos.

O uso de IA para pontuação de leads (lead scoring) saltou de 23% em 2024 para 61% no primeiro trimestre de 2026 entre times B2B. A tecnologia não fecha vendas sozinha, mas evita que o time comercial perca tempo com contatos sem potencial real de compra.

4. Pararam de depender de um único canal.

Empresas que combinam indicação, prospecção ativa e conteúdo comercial constroem um pipeline consideravelmente mais robusto do que aquelas que apostam tudo em um só canal, justamente o oposto do que a maioria das empresas brasileiras ainda faz hoje.

Por que a terceirização virou parte da equação

Construir esse tipo de processo do zero exige tempo, tecnologia e conhecimento específico em prospecção B2B, recursos que nem toda empresa tem disponíveis internamente, especialmente em times comerciais enxutos. Por isso, um número crescente de empresas brasileiras tem optado por trabalhar com parceiros especializados em geração de leads, que já chegam com metodologia testada e encurtam a curva de aprendizado.

É o caso de empresas como a Siete, que atua estruturando processos de prospecção B2B para empresas que precisam ampliar o alcance comercial e iniciar conversas com decisores de forma mais estratégica, sem depender exclusivamente de indicação ou de contatos ocasionais.

O que vem pela frente

Se a tendência atual se confirmar, os próximos anos devem separar dois tipos de empresas B2B no Brasil: as que continuam tratando geração de leads como uma tarefa de marketing isolada, e as que passam a tratá-la como parte central da estratégia comercial, com processo, dados e tecnologia integrados. O número de 71,4% de empresas travadas no mesmo problema é alto, mas também é a evidência de que quem resolver essa equação primeiro sai com uma vantagem competitiva real.

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