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Marketing jurídico vive transição: agência ensina advogados a se posicionarem em IAs generativas

Rockham, primeira agência brasileira de SEO e GEO jurídico, aponta efeito acumulativo que beneficia escritórios que se posicionam primeiro nas recomendações de ChatGPT e Gemini

Redação Jornal de Brasília

18/05/2026 11h19

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O marketing jurídico brasileiro passa por uma reorganização estrutural que ainda recebe pouca atenção. Surgiu, nos últimos dois anos, uma nova frente de mercado chamada GEO (Generative Engine Optimization, ou otimização para inteligências artificiais generativas), dedicada a posicionar escritórios de advocacia nas respostas que o ChatGPT, o Gemini e o Claude oferecem quando alguém pergunta qual o melhor advogado para um caso específico.

Os dados mostram a velocidade da mudança. As visitas a sites brasileiros vindas de inteligências artificiais cresceram cerca de 10 vezes em um ano, segundo a Ahrefs (2025). No setor jurídico, a adoção é 11,9 vezes maior que a média dos demais setores analisados pela Previsible (2025), liderando entre todos os segmentos econômicos observados.

Rockham, agência brasileira especializada em SEO e GEO jurídico, acompanha o fenômeno desde que as IAs generativas se popularizaram. A constatação central é que o marketing jurídico tradicional, focado em anúncio pago no Google e presença em redes sociais, perdeu eficácia como única estratégia de captação. As IAs generativas se tornaram um canal paralelo que opera com lógica própria e que tende a crescer em participação nos próximos anos.

Escritórios da capital federal, historicamente fortes em contencioso institucional, regulatório e administrativo, enfrentam o mesmo desafio que bancas de São Paulo e Rio: a reputação construída em décadas de atuação não se traduz automaticamente em recomendação pelas inteligências artificiais. O que define a recomendação é a presença qualificada do escritório em fontes que a IA consulta, e essa presença precisa ser construída de forma deliberada.

A lógica é diferente da que o setor conhecia. As IAs não trabalham com publicidade. Elas consultam o conteúdo que escritórios publicam, as menções editoriais em veículos especializados, os diretórios jurídicos estruturados e a reputação pública distribuída em avaliações e fóruns. Quem aparece em mais dessas fontes, com consistência, é recomendado. Quem só investe em mídia paga, não.

“A pergunta deixou de ser se vale a pena investir em presença para IAs. Passou a ser quanto tempo de atraso o escritório está disposto a aceitar. Quem se posiciona primeiro tem vantagem acumulativa, porque cada citação reforça as anteriores na memória do modelo”, aponta Thiago Saldanha, sócio-fundador da Rockham e coautor do livro “GEO para Advogados”, lançado este ano pela Amazon.

Esse efeito acumulativo é o ponto técnico que poucos enxergam. As IAs não trabalham com a foto do último mês. Elas trabalham com acumulado de meses ou anos de presença digital. Isso significa que escritórios que começaram a estruturar conteúdo há dois anos têm vantagem desproporcional sobre quem começa hoje, porque cada citação nova reforça as anteriores na base de dados que alimenta os modelos.

Há limitações honestas a considerar. Construir presença qualificada em inteligências artificiais leva meses, não semanas. O canal amplifica autoridade real, mas não cria autoridade onde ela não existe. Escritórios sem histórico consistente de atuação não encontram aqui uma solução automática para captação.

A janela, no entanto, é estreita. As IAs tendem a reforçar fontes que já citam, criando um ciclo em que quem chegou antes acelera mais rápido. Para o setor jurídico brasileiro, que liderou a adoção desse canal entre todos os segmentos analisados, o reposicionamento estratégico passou de tendência para necessidade competitiva.

A Rockham oferece um diagnóstico gratuito para escritórios que queiram entender como aparecem hoje nas inteligências artificiais e o que falta para entrar nas recomendações: www.rockham.com.br.

SOBRE OS AUTORES:

Thiago Saldanha, Luan Azevedo e Douglas Melotto são fundadores da Rockham, primeira agência brasileira especializada em SEO e GEO jurídico, e autores de “GEO para Advogados” e “SEO para Advogados”, os primeiros livros brasileiros sobre posicionamento orgânico e otimização para IA generativa aplicados ao mercado jurídico.

Fontes citadas: Ahrefs, AI Traffic Research, 2025 | Previsible, AI Data Study, 2025.

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