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Como planejar um roteiro pelas cidades imperiais do Marrocos saindo de Brasília

Com conexões facilitadas via Europa, as quatro cidades imperiais do Marrocos surgem como destinos acessíveis para turistas que partem da capital federal.

Redação Jornal de Brasília

22/04/2026 10h56

marrocos

Marrocos te cativa desde a primeira vez que você ouve falar das cores do souk, do cheiro das especiarias, das vozes que se misturam na medina. Para quem viaja de Brasília, as cidades imperiais, Fez, Marraquexe, Meknes e Rabat, estão mais ao alcance do que parece. Com um pouco de planejamento e vontade de aventura, essa viagem pode ser uma daquelas que ficam na memória para o resto da vida.

Como organizar a viagem saindo de Brasília

Do Aeroporto Internacional de Brasília (BSB), os voos para o Marrocos costumam fazer escala em Lisboa, Madri ou Casablanca. O tempo total de viagem varia entre 14 e 20 horas, dependendo da conexão. A TAP, a Iberia e a Royal Air Maroc costumam oferecer as opções mais convenientes. Pesquisar com antecedência, especialmente entre novembro e fevereiro, na baixa temporada, pode fazer uma diferença significativa no preço da passagem.

Antes de partir, é uma boa ideia garantir a conexão à internet durante a viagem. Deslocar-se pelas medinas marroquinas com o GPS ativado, traduzir placas ou simplesmente se orientar em uma cidade desconhecida é muito mais fácil quando se tem cobertura. Muitos turistas brasileiros optam por contratar um eSIM Marrocos, um eSIM internacional para viajar com internet móvel ilimitada, que é ativado antes de sair de casa e funciona desde o momento em que você pousa.

Quanto ao itinerário, o mais prático é começar por Casablanca, que é o ponto de entrada da maioria dos voos internacionais, e seguir para Rabat, Meknes, Fez e, finalmente, Marraquexe. O trem marroquino conecta bem essas cidades e é confortável e econômico, permitindo que você vá do norte ao sul com facilidade, sem perder tempo nem dinheiro em traslados complicados.

O que ver em cada cidade imperial

Fez costuma ser a que mais surpreende quem a visita pela primeira vez. Sua medina, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é um labirinto medieval que permanece praticamente intacto há séculos. A curtume Chouara, com suas cubas coloridas vistas das varandas das lojas de couro, é uma daquelas imagens que ficam gravadas na memória. E a Universidade Al-Qarawiyyin, fundada no século IX, continua sendo um dos centros de conhecimento mais antigos do mundo.

De Fez a Marraquexe, a mudança é enorme, e isso também tem seu encanto. A Praça Djemaa el-Fna tem outro ritmo, outra energia: durante o dia, vendedores e músicos; à noite, uma maré de barracas de comida e histórias contadas em voz alta. Os jardins Majorelle, o bairro de Gueliz e os riads do centro histórico completam uma cidade que sabe combinar o antigo e o contemporâneo sem que nada desarmonize.

Meknes e Rabat merecem mais atenção do que costumam receber. A primeira guarda as marcas do sultão Mulay Ismail: portões enormes, celeiros imperiais e uma escala arquitetônica imponente. Rabat, a capital do país, tem outro ritmo, mais tranquilo, com as amplas avenidas da cidade moderna convivendo com a Torre Hassan e o Mausoléu de Mohammed V. Incluí-las no itinerário é apostar em um Marrocos mais autêntico, aquele que nem sempre aparece nas capas das revistas.

Planejar bem essa viagem ajuda a ter clareza em alguns pontos: voos reservados com antecedência, a ordem do percurso e detalhes como a cobertura de celular. Marrocos recompensa quem chega com curiosidade e certa tranquilidade para se deixar levar por suas ruas. Se você partir de Brasília com tudo resolvido, a única coisa que resta é aproveitar.

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