Dando prosseguimento à série especial preparada pelo Jornal de Brasília com esposas dos candidatos à Presidência da República, na edição de hoje a entrevistada é a ex-primeira-dama de Goiás e candidata ao Senado pelo estado, Gracinha Caiado. Advogada por formação, esposa do ex-governador goiano Ronaldo Caiado e conhecida por atuar fortemente durante todo o governo do marido nas questões sociais envolvendo os menos favorecidos e as mulheres, Gracinha conversou com o JBr sobre projetos e eleições.
Goiás não elege uma mulher para o Senado há muitos anos, e a senhora mencionou que “passou da hora de o estado ter uma mulher no Senado”. Como planeja usar essa cadeira para ampliar a representatividade feminina?
Passou da hora de Goiás voltar a ter uma mulher no Senado. Quero ser uma voz firme para as mães, trabalhadoras, empreendedoras e mulheres vítimas de violência, assim como fiz como gestora do Goiás Social, que beneficiou principalmente as mulheres com programas de emancipação. Vou defender leis mais duras contra feminicidas e agressores, além de qualificação, crédito, emprego e autonomia. Representar as mulheres é fortalecer a pauta da família. E é isso que continuarei fazendo.
Durante o governo do ex-governador Ronaldo Caiado, a senhora coordenou o Gabinete de Políticas Sociais com ações integradas que retiraram milhares de pessoas da pobreza. De que maneira a senhora pretende nacionalizar os programas sociais de Goiás, como o Mães de Goiás ou as moradias a custo zero, levando essas experiências para o Congresso Nacional?
Goiás mostrou que política social não pode se limitar à entrega de um benefício. Ela precisa acolher no momento de dificuldade e, ao mesmo tempo, oferecer uma porta de saída. Foi assim que integramos renda, moradia, educação, qualificação, crédito e emprego, contribuindo para retirar mais de 600 mil goianos da pobreza. No Senado, quero trabalhar para transformar essas experiências em políticas nacionais, garantir recursos no orçamento e construir parcerias com estados e municípios. O Brasil já está copiando programas como o Mães de Goiás e o Bolsa Estudo. E quero levar ao país outras ações que deram certo aqui, como as Casas a Custo Zero e o Crédito Social, que oferece capacitação e crédito para empreender, sem que o beneficiado pague nada de volta ao governo.

Como advogada e pecuarista de formação, como a senhora pretende equilibrar, no Senado, a pauta de fortalecimento do agronegócio com as demandas de investimentos sociais urgentes nas periferias e municípios vulneráveis?
Não existe contradição entre defender o agronegócio e cuidar das pessoas que mais precisam. Ao contrário: o agro gera empregos, renda, alimentos e movimenta a economia dos municípios. E uma economia forte permite ampliar os investimentos sociais. Criei o Agro É Social para o pequeno produtor. Mais de 18 mil se capacitaram e ganharam o crédito social – até R$ 5 mil para compra de maquinário e equipamentos, que melhoraram o trabalho diário e fizeram o rendimento crescer. Minha atuação será para apoiar quem trabalha e produz e garantir que o desenvolvimento chegue também às periferias e às famílias vulneráveis. Quem produz precisa de segurança jurídica, crédito, infraestrutura, seguro rural efetivo e menos burocracia. Precisa de respeito.
O Entorno do Distrito Federal é o segundo maior colégio eleitoral do estado e historicamente demanda atenção em saúde, transporte e infraestrutura. Qual será o seu foco de emendas parlamentares e projetos específicos voltados para os municípios dessa região?
Ronaldo Caiado foi o primeiro governador a olhar de verdade para o Entorno, não como um problema, mas por todo o seu potencial. Levou saúde, hospitais estaduais, infraestrutura e segurança pública. Uma região que já foi conhecida nacionalmente pela violência foi pacificada e passou a ser respeitada pelos seus avanços. Também trabalhamos para gerar emprego e renda dentro dos próprios municípios. Um exemplo é o Mercadão de Águas Lindas, um espaço digno, moderno, um verdadeiro shopping onde pequenos produtores e empreendedores podem comercializar seus produtos. No Senado, quero garantir recursos para ampliar essas conquistas, fortalecer a saúde, a mobilidade, a infraestrutura, a segurança e a geração de oportunidades. É um trabalho que já está sendo levado adiante pelo governador Daniel Vilela e que contará com todo o meu apoio em Brasília.
O ex-governador Ronaldo Caiado é candidato à Presidência da República. De que forma a campanha da senhora ao Senado em Goiás se conecta com a construção do palanque nacional dele?
Ronaldo e eu somos parceiros de toda uma vida. Sempre estivemos lado a lado e, agora, em sua candidatura à Presidência da República, não seria diferente. Eu conheço sua coragem, sua capacidade e o projeto que transformou Goiás. Quero ajudar a mostrar ao Brasil que esse modelo de gestão pode fazer pelo país o que já fez pelo nosso estado.
A escolha do ex-ministro das Cidades do Governo Temer e executivo Alexandre Baldy como seu primeiro suplente foi uma articulação política importante. O que essa aliança sinaliza para a interlocução com o setor produtivo e com o empresariado goiano no Congresso?
A presença de Alexandre Baldy na chapa mostra que queremos construir uma representação ampla, preparada e capaz de dialogar. Ele tem experiência política, administrativa e uma relação próxima com o setor produtivo e o empresariado. Essa aliança fortalece nossa capacidade de defender investimentos, infraestrutura, geração de empregos e melhores condições para quem empreende. O setor produtivo não quer favor; quer condições para trabalhar. Nossa chapa reúne experiência, capacidade de articulação e compromisso com o desenvolvimento de Goiás.
O Brasil enfrenta uma polarização política severa nos últimos anos. De que forma a candidatura de Ronaldo Caiado se posiciona para pacificar ou atrair os eleitores que estão exaustos desse cenário?
Ronaldo Caiado não é candidato para alimentar brigas. Ele é candidato para enfrentar os problemas reais do Brasil. O brasileiro está cansado de discurso, confusão e promessa vazia. Quer segurança, emprego, saúde, educação e um governo que funcione. E isso o Ronaldo sabe fazer. Realizou o melhor governo do Brasil, saindo com mais de 80% de aprovação popular. Caiado tem posição, não esconde o que pensa e sabe dialogar sem abrir mão de seus princípios. A melhor forma de pacificar o país é devolver autoridade às instituições, respeitar a lei e apresentar resultados que melhorem a vida das pessoas.
Qual é a maior virtude de Ronaldo Caiado que o eleitor brasileiro ainda não conhece, mas que a senhora considera fundamental para um presidente da República?
A coragem. Ronaldo não foge dos problemas e não toma decisões pensando apenas no aplauso do momento. Ele enfrenta o que precisa ser enfrentado, assume responsabilidades e sustenta aquilo em que acredita. Mas essa firmeza vem acompanhada de sensibilidade com as pessoas. Ele se preocupa com quem mais precisa e cobra para que o governo entregue resultados. O Brasil precisa de um presidente com coragem para decidir, experiência para governar e humanidade para cuidar das pessoas.