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Sucesso!
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Quando a luz encontra a arte: uma noite de imersão na MUNI Iluminação

Coluna Sucesso acompanhou de perto o talk exclusivo comandado pelo arquiteto e artista visual Daniel Jacaré, no SIA

Daiany Nasteoli

02/09/2026 14h25

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Foto: Divulgação

A noite da última quinta-feira foi marcada por inspiração, arte e arquitetura em Brasília. A MUNI Iluminação, empresa especializada em projetos luminotécnicos e soluções de iluminação arquitetônica e decorativa, localizada no SIA, recebeu arquitetos, convidados e profissionais do setor para o talk “Arte + Luz”.

A Coluna Sucesso acompanhou de perto o encontro, que promoveu uma imersão nas conexões entre iluminação, arquitetura e expressão artística. Mais do que uma conversa sobre estética, a noite trouxe reflexões sobre como a luz pode transformar a percepção dos espaços, valorizando volumes, texturas e, especialmente, obras de arte.

O grande destaque do encontro foi o arquiteto e artista visual Daniel Jacaré. Em um bate-papo descontraído, ele compartilhou seu olhar sobre a relação entre pintura, espaço e iluminação, defendendo que a luz deve ser pensada como parte da própria experiência artística.

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Foto: Divulgação

“Não faz sentido ter uma obra de arte e ela não ser iluminada. Ainda na fase do projeto, é importante pensar naquele espaço, naquele quadro e na iluminação adequada. E não é qualquer iluminação, a obra precisa aparecer. Sem isso, ela perde parte da sua essência”, afirmou.

Essa percepção ganhou força a partir de uma experiência pessoal. Daniel relembrou sua primeira exposição, quando inicialmente não havia dado atenção especial à iluminação das obras. A mudança aconteceu quando uma equipe sugeriu iluminar os quadros.

“Quando colocaram as luzes, virou outra coisa. Foi quando percebi: se isso acontece em uma exposição, por que não levar essa preocupação para dentro da nossa casa? Afinal, a obra pode permanecer ali por toda uma vida.”

Um reencontro entre professor e alunos

Além da reflexão sobre arte e iluminação, a noite também foi marcada por uma história de conexão e trajetória profissional. Antes de mergulhar definitivamente no universo das artes visuais, Daniel Jacaré construiu uma carreira como arquiteto e professor.

Entre seus alunos estavam Gabriel Richers e Isabelle Baldissara, hoje sócios da MUNI Iluminação.

“Minha ligação com o Gabriel vem de alguns anos. Fui professor dele. Ele se formou, fundou a empresa e seguiu sua jornada, enquanto eu mergulhei no mundo das artes. Hoje, os papéis até se inverteram um pouco”, brincou Daniel. “Agora ele me chama para contribuir com essa reflexão sobre a importância da iluminação nas obras de arte.”

Para Gabriel Richers, o encontro representou uma oportunidade de traduzir, na prática, a essência do trabalho desenvolvido pela empresa.

“Arte e luz fazem muito sentido juntas. A iluminação precisa ser pensada desde o início do processo, para que a obra tenha destaque, foco e valorização. Para isso, existe técnica. É preciso compreender como cada solução pode contribuir para o resultado final.”

Segundo Gabriel, o trabalho da MUNI começa ainda nas primeiras etapas do projeto e pode acompanhar diferentes momentos, da concepção à execução.

“Temos um cuidado muito grande desde o início. Conseguimos auxiliar com consultoria e acompanhar todas as etapas do projeto, o que nos permite entregar uma solução mais completa e coerente com cada ambiente.”

A iluminação como linguagem

Para Isabelle Baldissara, a iluminação vai além de uma escolha técnica, interferindo diretamente na forma como as pessoas percebem e se relacionam com os ambientes.

“A iluminação diz muito. Ela pode valorizar a arquitetura ou deixá-la sem forma, sem identidade. Ela muda até a maneira como nos comunicamos com o ambiente.”

A empresária destaca que um dos desafios é ampliar a percepção dos clientes sobre as possibilidades que a iluminação oferece.

“Buscamos criar ambientes mais acolhedores e mostrar uma percepção diferente da iluminação, muitas vezes desconhecida pelo cliente. Estamos aqui para auxiliar profissionais e clientes a compreenderem o impacto que essas escolhas podem ter nos espaços.”

Assim como Gabriel, Isabelle também tem uma conexão especial com Daniel Jacaré desde os tempos de faculdade.

“O Daniel faz parte da nossa história. Ele foi nosso professor e, desde o início da formação, tivemos contato com esse olhar artístico. Sempre acreditamos no trabalho dele como artista. Tê-lo aqui hoje faz muito sentido, especialmente porque podemos pensar juntos em como a iluminação pode valorizar ainda mais uma obra de arte.”

Ao reunir arte, arquitetura e iluminação em uma mesma experiência, o encontro promovido pela MUNI Iluminação reforçou a importância de pensar os espaços de forma integrada. Mais do que iluminar ambientes, a proposta foi mostrar como a luz pode revelar detalhes, criar atmosferas e transformar a relação das pessoas com aquilo que observam.

No fim, talvez o aspecto mais simbólico da noite tenha sido justamente o encontro entre diferentes momentos de uma mesma trajetória: antigos alunos que hoje se consolidam no mercado recebendo aquele que, no passado, ajudou a formar parte de sua visão profissional, agora como artista convidado para lançar novas luzes sobre a relação entre arte, arquitetura e espaço.

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