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Histórias da Bola

Regras do outro mundo

Regulamento perfeito para não deixar o melhor time levar a taça. Aconteceu durante um Candangão – há 27 temporadas

Gustavo Mariani

Publicado

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Um dos regulamentos mais esquisitos do futebol candango foi o do campeonato de 1993. O Gama dominou a disputa, mas perdeu o título, durante prorrogação, para o Taguatinga. Acompanhe a tragédia gamense:

O torneio reuniu nove equipes os gamenses conquistaram dois turnos, com partidas de ida e volta, incluindo semifinais e finais, em cada uma das etapas. Mais: rolou, ainda, quadrangular entre os quatro melhores pontuadores.

Dali surgiu uma final Gama x Taguatinga, com pegas “lá e cá”. Fora de casa, no Serejão, o Periquitão foi devorado pela Águia, no Serejão. No Bezerrão, o Gama fez o dever de casa, embora economicamente (1 x 0). Com uma vitória  para cada time, o regulamento, então, reservou prorrogação a segunda contenda, quando o Gama caiu, por 0 x 2.

O também chamado Verdão somou 68% de aproveitamento no Candangão-1993, totalizando 66 pontos ganhos, em 96 disputados. Em 48 prélios daquela disputa, venceu 23, ou 48%; empatou  20 (42%) e escorregou em cinco (10%). Dessa numerália, o seu ataque contribuiu com 73 bolas na rede, o equivalente a 1,52% por compromisso, enquanto que a sua “cidadela” caiu em 34 oportunidades (10%).

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De sua parte, o campeão Taguatinga teve 8% a menos de aproveitamento, em toda a disputa, e faturou 13 pontos a menos do que o vice-campeão Gama, mas disputando 88 pontos, em vez dos 96 do rival.

A finalíssima do complicado Candangão-1993 foi no 12 do 12, assistido por 2.337 pagantes e apitada por Nilton Castro de Souza, teve Romildo marcando o gol gamense, durante o tempo normal de partida, enquanto Tuta e Rogerinho fizeram o serviço da prorrogação, para o Taguá, respectivamente, aos 14 e aos 22 minutos.  O Gama alinhou: Carlão; Chaguinha, Aquino, Luiz Carlos e Márcio; Ediniz, Ésio e Anderson (Adilson); Gil, Romildo (Neno) e Emerson, treinados pelo ex-lateral-direito do Botafogo-RJ, Joel Martins da Fonseca. De sua parte, o Taguá, que tinha por treinador o seu presidente Froylan Pinto, se deu bem com: Nilton, Márcio Franco (Palhinha), Zinha, Jânio e Almir; Sílvio, Marquinhos Carioca e Tuta; Niltinho (Rogerinho), Joãozinho e Marquinhos. Técnico: Froylan Pinto

Em 44 partidas, o Taguá fez 20 vitoriosas (45%), 13 terminadas em cima do muro (29%) e 11 pisadas na bola ((25%). Seu poder de fogo foi de 65 chamuscadas de rede (1,47), por pugna, enquanto a sua defensiva desabou em 47 atacadas (1,06) por vez.

Em 1994, no entanto, o Gama foi mais esperto e ficou como caneco. Em disputas com 10 representações, ganhou 32 dos 44 pontos disputados, fazendo 22 jogos, com 13 vitórias, o equivalente a 59% de sucesso – mais seis empates (27%) e três escorregadas( 14%).

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Quanto à abertura do seu saco de maldades, o Gama balançou o filó, em 38 choros de goleiros, ou 1,72 por encontro. Quando foi buscar a bola no fundo da rede, o fez em 18 decepções, ou em 0,81 por preliança.

Com regulamento muito menos complicado do que o da temporadas anterior, o Gama venceu as duas finais de turno, entre os dois melhores das respectivas fases, e ficou campeão, antecipadamente.

Em 1995, o time gamense teve menor aproveitamento (62%), encarando o mesmo número de concorrentes (10) da disputa anterior. Mesmo assim, beliscou o bi, com 55 pontos faturados, em 90 disputados.

Das 30 refregas encaradas, o Periquitão bicou 15 vitórias (50%), empatou 11 (37%) e engasgou em quatro (13%). Seu ataque marcou 36 tentos (1,20 por jogo) e a sua defensiva caiu em 13 lances (0,43 por atacadas).

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Durante a final do primeiro turno, o Gama foi batido pelo Clube de Regatas Guará. Recuperou-se na final do returno, derrubando o Brasília Esporte Clube. Pela semifinal da temporada, tirou o Planaltina da frente, e foi bater, de novo, o Brasília na final.




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