Muito se especula sobre os astronômicos salários dos jogadores de futebol – e pode ter certeza de que não há exageros da mídia nessas especulações. Mas saiba também que os clubes que pagam salários exorbitantes a esses, digamos, “empregados famosos”, estão felizes e satisfeitos, simplesmente porque eles dão retorno; muito retorno.
O exemplo mais recente é o de Lionel Messi, que em pouquíssimo tempo mudou o patamar do Inter Miami. O clube norte-americano projeta em 2024 receitas de US$ 200 milhões, mais que o triplo da meta estabelecida antes da chegada de Messi e valor recorde na história da MLS.
Quando contrata uma estrela como Messi, Cristiano Ronaldo, Mbappé ou Neymar, só com a venda de camisas os clubes são capazes de faturar bilhões de dólares em poucos dias. Estamos falando de apenas um exemplo de faturamento extra e imediato. Além disso, eles vão lotar arquibancadas e aumentar os valores dos espaços publicitários nos estádios.
Então, não é exagero dizer que os grandes craques do futebol mundial merecem cada centavo que recebem. Assim, Cristiano Ronaldo tem um contracheque mensal de R$ 102 milhões no Al-Nassr, da Arábia Saudita; Lionel Messi ganha R$ 61 milhões por mês no Inter Miami; e Neymar, mesmo sem jogar, faz jus a um salário de R$ 51 milhões no Al-Hilal.
É lógico que não estamos falando de trabalhadores comuns. Então, para melhor avaliação, a coluna Futebol Etc resolveu comparar os salários desses futebolistas com os dos maiores CEOs das companhias brasileiras.
“CEO”, como você sabe, é a sigla em inglês que significa Chief Executive Officer. Ou seja, o CEO é o Diretor Executivo, o profissional que ocupa o cargo mais alto na hierarquia de uma empresa.
Segundo dados extraídos da ‘IstoÉ Negócios’, a média da remuneração de CEOs de companhias brasileiras listadas na bolsa brasileira é de R$ 15,3 milhões anuais. Mas, individualmente, o valor pode chegar a quase R$ 68 milhões.
A maior remuneração é do CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, com R$ 67,7 milhões. Logo em seguida, está Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima, CEO da Hapvida, com R$ 67,4 milhões.
Vamos admitir que são salários altíssimos e que poucos profissionais no Brasil e no mundo conseguem alcança-los. Convenhamos também que a comparação desses CEOs com figurões do mundo da bola como Messi, CR7 e Neymar é um tanto ou quanto desigual.
Mas se a gente comparar com atletas da terceira ou quarta prateleira, como o veterano volante Casemiro, por exemplo, vai ver que a distância ainda é abismal. No Manchester United ele ganha R$ 168 milhões por ano (R$ 14 milhões por mês).
Então é isto.

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