Existe uma diferença entre a eficiência e a sorte. O Botafogo tem sido este ano um time extremamente eficiente. A vitória sobre o Internacional, ontem, em Porto Alegre, comprova isso, porque o elenco ainda estava meio “ressacado” pela conquista da Libertadores, mas teve tranquilidade para suportar a pressão.
É diferente da sorte que o Palmeiras tem demonstrado nesta temporada. Vamos reconhecer que o time de Abel Ferreira tem tudo para terminar o campeonato como o vice-campeão com mais pontos da história, mas a própria torcida não consegue enxergar eficiência no seu desempenho.
Ontem, na virada sobre o Cruzeiro, o Palmeiras foi salvo por Estevão, um garoto de 17 anos. Nas últimas rodadas esses “golpes de sorte” nos minutos finais aconteceram com frequência. A verdade é que o elenco do Palmeiras perdeu a validade, está meio “vencido”. Mas a culpa também não é de Abel. Um dia, quando esse português for embora, certamente a torcida vai sentir falta dele.
Mas, enfim, falta uma rodada para o Brasileirão acabar, e a situação é a seguinte: o Fogão tem três pontos de vantagem sobre o Verdão, e, segundo os matemáticos da Universidade de Minas Gerais, está com 90% de chances de ser campeão. No domingo, o Botafogo recebe o São Paulo no Nilton Santos, um adversário para quem não perde (como mandante) desde 2019.
O Palmeiras , na última rodada, recebe o Fluminense, que nesta quinta-feira enfrenta no Maracanã o rebaixado Cuiabá. O Palmeiras não deve ter dificuldades para vencer o Fluminense, mas isso não terá muita importância, porque o Botafogo só precisa empatar para levantar mais um “caneco”.
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