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Futebol ETC
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O Brasileirão não vai parar porque a Globo não quer; o resto é conversa pra boi dormir

O presidente da CBF tenta ganhar tempo e diz que o Brasil “tem um calendário difícil, e a paralisação pode tornar tudo ainda mais difícil”

Marcondes Brito

15/05/2024 6h30

Reprodução

O Brasileirão vai parar ou não vai? Na semana passada o ministro do Esporte André Fufuca mandou um ofício à CBF sugerindo a suspensão do campeonato, em solidariedade às vítimas da tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul.

O presidente Ednaldo Rodrigues recebeu o documento, sentou em cima, e marcou uma reunião do Conselho Técnico para o dia 27. Se quisesse realmente tomar uma decisão, convocaria o tal conselho imediatamente.

“Temos um calendário difícil, e a paralisação pode tornar tudo ainda mais difícil. Primeiro, reitero sempre a nossa solidariedade a todo o povo do Rio Grande do Sul, por tudo o que está passando. Sobre o pedido de paralisação, é interessante que possamos ouvir todos os clubes para definir. Isso envolve calendário, classificação para as competições sul-americanas e até a Intercontinental, caso um clube brasileiro ganhe a Libertadores. Não é tão fácil assim. Mas somos todos democráticos. Depois de colocar todos esses pontos para que eles definam, não tenho como ficar contrário [aos clubes] porque nossa gestão é democrática. Vamos mostrar o contraditório dessa paralisação, mas vamos respeitar a decisão dos clubes”, disse Ednaldo em entrevista ao portal G1, em mais uma encenação para ganhar tempo.

A preço de hoje, segundo alguns comentaristas de plantão, além de Grêmio, Inter e Juventude – os times gaúchos que foram diretamente prejudicados pela tragédia –  mais quatro clubes da Série A estariam de acordo com a paralisação.

Mas vamos combinar o seguinte: a CBF não vai parar coisíssima nenhuma. E, embora ninguém admita publicamente essa informação, os jogos não serão suspensos simplesmente porque a Globo não quer.

Ah, mas a Globo tem esse poder? Tem, sim! A emissora, que detém todos os direitos de transmissão da Série A, faturou este ano R$ 2 bilhões com a venda de oito cotas comerciais. Desse total, a emissora carioca distribuirá cerca de R$ 1,4 bilhão com os clubes.

Todo o resto dessa discussão é pura encenação.

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