O controle da SAF do Botafogo mudou de mãos de forma abrupta nesta quinta-feira. John Textor foi retirado da gestão por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas, que enxergou risco imediato na condução recente da empresa. O caso ainda não está encerrado: haverá nova rodada de análise na próxima semana, após a manifestação dos envolvidos.
Os árbitros apontaram que atitudes tomadas pelo empresário podem provocar prejuízos graves, tanto financeiros quanto institucionais, atingindo acionistas e a própria base de torcedores. Diante desse cenário, optaram por uma medida cautelar: o afastamento imediato.
Entre os fatores que pesaram na decisão está o pedido de recuperação judicial apresentado sem aval dos acionistas, considerado uma quebra das regras básicas de governança. Também entrou na conta um contrato firmado por Textor que altera a estrutura societária da SAF, transferindo participação para uma empresa no exterior, operação vista como irregular pelo tribunal.
Sem o principal nome da gestão, o Botafogo vive agora um vácuo de comando. A estrutura interna indica Danilo Caixeiro como o executivo mais próximo da antiga chefia, enquanto Leonardo Coelho surge como opção para assumir interinamente o posto principal.
O pano de fundo da crise passa por uma disputa financeira com o fundo Ares, que cobra valores ligados a negócios internacionais do empresário. Parte dessas garantias envolve ações da própria SAF alvinegra, o que ampliou a tensão e levou o conflito à arbitragem.
Desde que assumiu o futebol do clube, em 2022, Textor acumulou conquistas relevantes, incluindo títulos de peso. Mas o momento atual é de instabilidade, com questionamentos sobre a saúde financeira e a governança da SAF.