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Grife sem resultado: Ancelotti enfrenta rejeição inédita entre torcedores brasileiros

Em mais de 100 comentários deixados por leitores e torcedores, não apareceu uma única manifestação de apoio à permanência do treinador italiano

Marcondes Brito

24/07/2026 5h27

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Reprodução

A coluna publicada nesta quinta-feira sobre a possibilidade de Carlo Ancelotti deixar a Seleção Brasileira para assumir a Itália produziu um resultado que talvez diga mais do que qualquer pesquisa de opinião. Em mais de 100 comentários deixados por leitores e torcedores, não apareceu uma única manifestação de apoio à permanência do treinador italiano. Pelo contrário. A reação foi praticamente unânime: “vai logo”, “aceite”, “tchau” e “já vai tarde” dominaram o debate.

É evidente que comentários em redes sociais não têm qualquer valor científico. Não substituem pesquisas de opinião nem permitem conclusões estatísticas sobre o pensamento da torcida brasileira. Mas, quando a unanimidade se estabelece de forma tão contundente, ela revela um sentimento que merece registro.

As mensagens falam por si. “Não pense duas vezes, Ancelotti. Aceite logo. Tchau”, escreveu um internauta. “Que assim seja! Vá na paz e nem olhe para trás”, comentou outra leitora. “Agora é Abel Ferreira”, sugeriu um terceiro. Outros foram ainda mais diretos: “Vai logo”, “Já vai tarde”, “A Itália precisa de você”, “Nos poupe”, “Ficou um ano e foi fracasso no Brasil” e até “Leva os jogadores juntos”.

O que impressiona não é apenas a crítica. É a ausência completa de vozes defendendo a continuidade do trabalho.

E isso talvez explique o que aconteceu com Carlo Ancelotti no Brasil. Quando desembarcou para comandar a Seleção, trouxe consigo um currículo praticamente inalcançável. Campeão nas cinco principais ligas da Europa, vencedor de inúmeras Ligas dos Campeões e reconhecido como um dos maiores técnicos da história do futebol, ele chegou envolto em uma aura de grife.

Só que o futebol não vive de currículo. Vive de resultado.

Na prática, o desempenho da Seleção sob seu comando ficou muito abaixo da expectativa criada. O aproveitamento acabou inferior ao obtido por Tite em seu ciclo e muito próximo daquele registrado por Dorival Júnior. Para quem recebia o maior salário entre todos os técnicos de seleções nacionais, esperava-se muito mais.

Talvez a melhor comparação seja com alguém que compra uma roupa da marca mais famosa do mundo imaginando que ela transformará completamente sua imagem. A etiqueta impressiona. O preço chama atenção. Mas, quando veste, nada muda. O encanto desaparece porque a promessa não se concretizou.

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