Diniz demitido no Fluminense. É segunda morte do “dinizismo”; mas ele pode ressuscitar a qualquer momento, em qualquer outro time.
A primeira morte foi em 2021, quando ele estava no São Paulo, e, depois de fazer uma campanha irretocável no primeiro turno, deixou o título escapar.
Desta vez, Fernando Diniz não resistiu à longa sequência de fracassos do tricolor, que atualmente está na lanterna do Brasileirão.
A demissão foi sacramentada em longa reunião com a diretoria nesta segunda-feira (24), após a derrota para o Flamengo, a quarta seguida no campeonato.
Diniz iniciou sua segunda passagem pelo Fluminense em abril de 2022. Em 145 jogos, entrou para a história do clube ao conquistar os títulos inéditos da Libertadores da América, no ano passado, e da Recopa, no início desta temporada. Também conquistou o Campeonato Carioca em 2023.
Neste ano, Diniz não conseguiu fazer o time repetir o bom desempenho da última temporada. Foram 28 jogos em 2024, com 10 vitórias, oito empates e 11 derrotas. As atuações ruins deixaram a permanência no cargo insustentável.
O mundo dá muitas voltas
No final do ano passado, Fernando Diniz era quase uma unanimidade. Depois de conquistar a Libertadores, levou o Fluminense à final do Mundial de Clubes, e, mesmo sendo goleado pelo Manchester City, ouviu Pep Guardiola falar sobre o seu trabalho:
“Perguntei como faz para treinar um time e uma seleção ao mesmo tempo. Não sei se ele (Diniz) tem família ou não, mas não sei como tira tempo (risos). Foi um prazer encontrá-lo. Não posso nem imaginar caso o Fluminense saísse na frente… A capacidade que eles têm de se associar no curto espaço é impressionante. Nos exigiu muito defensivamente. Nossos jogadores estiveram muito bem”, disse Guardiola.
De repente, o mundo de Diniz desabou e, em menos de seis meses, ele perdeu os dois empregos que tinha.
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