O Cruzeiro finalmente anunciou nesta segunda-feira (27) a demissão de Fernando Diniz, uma decisão que já deveria ter sido tomada desde o final do ano passado, quando ele fez um trabalho no mínimo contestável no comando do time mineiro.
Essa nova demissão de Fernando Diniz marca mais um capítulo na trajetória do treinador, que enfrentou desafios significativos para tentar impor os seus conceitos que a mídia batizou de “dinizismo”.
À frente da seleção brasileira, Diniz comandou seis partidas, obtendo duas vitórias, um empate e três derrotas, resultando em um aproveitamento de 38,8%. Este desempenho é considerado o terceiro pior entre técnicos que dirigiram a seleção em mais de cinco jogos. Sob seu comando, o Brasil sofreu derrotas inéditas, incluindo a primeira derrota em casa em partidas de Eliminatórias, ao perder para a Argentina por 1 a 0 no Maracanã.
No Cruzeiro, Diniz não conseguiu reverter a sequência de resultados negativos. Em sua última partida à frente da equipe, o time empatou com o Betim por 1 a 1, desempenho que contribuiu para sua demissão. 
A trajetória recente de Fernando Diniz evidencia dificuldades em implementar seu estilo de jogo tanto na seleção brasileira quanto no Cruzeiro. As expectativas depositadas em seu trabalho não se concretizaram, resultando em desempenhos abaixo do esperado e culminando em sua saída de ambas as equipes.
A demissão de Diniz do Cruzeiro reflete os desafios enfrentados por treinadores que buscam impor filosofias de jogo específicas em contextos de alta pressão e exigência por resultados imediatos. Sua passagem pelo clube mineiro e pela seleção brasileira serve como estudo de caso sobre a complexidade do futebol brasileiro contemporâneo e a volatilidade das carreiras de treinadores nesse cenário.
Seria o caso de perguntar agora se o “Dinizismo” finalmente morreu?