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Brasileiro, ídolo no futebol mexicano, detona Ancelotti: “Ele é um morto”

Tucá Ferreti, técnico do Tigres, pegou pesado; “Olha o que ele fez com a seleção brasileira: sem sangue, sem entrega, sem nada. E o pior é que ainda assinam com ele até 2030”

Marcondes Brito

12/09/2026 5h26

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Carlo Ancelotti recebeu nesta sexta-feira (11) provavelmente a crítica mais feroz desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira. E ela partiu justamente de um brasileiro: Ricardo “Tuca” Ferretti, ídolo e um dos treinadores mais respeitados da história do futebol mexicano.

Durante entrevista a um canal de televisão no México, Ferretti foi provocado sobre quem comandava a Seleção Brasileira. Ao ouvir o nome do italiano, disparou: “Ancelotti é um morto. Assinou por mais quatro anos. Uma burrada da Federação Brasileira, uma verdadeira burrada”.

Tuca foi ainda mais pesado ao avaliar o trabalho do treinador. “Olha o que ele fez com a seleção brasileira: sem sangue, sem entrega, sem nada. E o pior é que ainda assinam com ele até 2030. É uma burrada do meu país. Faz muito tempo que o Brasil não faz outra coisa além de burradas. E agora está pior.”

A expressão “é um morto” evidentemente carrega uma dose enorme de exagero. Afinal, o alvo é um dos maiores treinadores da história do futebol. Ancelotti foi campeão nas principais ligas da Europa e conquistou cinco vezes a Champions League como técnico, recorde da competição.

Mas a pancada chama atenção também por quem bateu. Nascido no Rio de Janeiro, Tuca Ferretti construiu praticamente toda a carreira no México, onde se naturalizou e virou uma instituição do futebol. Como treinador, conquistou vários títulos nacionais e viveu sua fase mais marcante no Tigres, clube que transformou em potência do país.

Ferretti também comandou interinamente a seleção mexicana e conquistou a Copa Concacaf de 2015. Aos 72 anos, portanto, não é apenas um ex-técnico fazendo barulho na televisão. É um brasileiro com enorme prestígio no México que resolveu mirar em um dos treinadores mais vencedores do mundo — e não economizou munição.

Exagero ou não, dificilmente Ancelotti recebeu desde que chegou ao Brasil uma bordoada pública tão pesada: “É um morto. Sem sangue, sem entrega, sem nada”.

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