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Educar é ação

Virando o sistema educacional de dentro para fora: um paradigma mais contemplativo para um mundo que enlouqueceu

Philip Ferreira

Publicado

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Os antigos tibetanos criaram uma cultura bastante única de introspecção e autoconsciência.

A certa altura (por volta do século XV), o Tibete criou um sistema educacional onde seu povo podia frequentar universidades gratuitamente e devotar seu tempo à autorreflexão, autodescoberta, meditação e ao “interior” ou ciência da mente.

Uma massa crítica de jovens na sociedade sentiu-se parte de algo significativo e recebeu orientação e tempo para desenvolver seu potencial interior. 

Você pode imaginar isso acontecendo n0 Brasil  agora? E se direcionássemos a maior parte de nossa riqueza, energia e excedente da defesa e os colocássemos na educação, criando tecnologias e instituições que alimentam a alma humana e inauguram um novo paradigma que valoriza a contemplação tanto quanto valorizamos atualmente o consumismo? 

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Considere a possibilidade: escolas públicas do Brasil baseadas em um currículo que oferece mais espaço e oportunidades para os alunos aprenderem mais sobre o mundo interior: quem eles são, o que dá significado para eles, sob sua mente, emoções e motivações, para aprenderem por si mesmos, regular o estresse e as ansiedades (que nossa sociedade bombeia com remédios controlados), para desenvolver um senso de interconexão uns com os outros (em vez das divisões acentuadas que agora experimentamos).

Sim, parece meio louco, esotérico ou muito “oriental”. Mas considere a alternativa:

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Como está nosso atual sistema de educação funcionando? Que tipo de cidadão (e sociedade) este sistema está ajudando a produzir? Quais foram os resultados, conforme refletido em nossa sociedade atual. Vamos dar uma olhada:

  • Uma sociedade repleta de tensões e conflitos raciais, injustiça social, discriminação racial sistemática, grande disparidade econômica e agitação civil.   
  • Uma incapacidade para as pessoas entrarem civilmente em debates e discursos sobre questões de política, governo e outras questões que afetam a todos nós (não acredite em mim, observe as próximas eleições).
  • Os níveis de estresse e ansiedade estão sempre altos, inclusive em alunos do ensino médio e universitários. As taxas de depressão estão disparando.
  • Um nível sem precedentes de desafios globais e sociais que não estão sendo resolvidos ou tratados de forma eficiente, incluindo mudanças climáticas, terrorismo, uma pandemia viral e superpopulação.

Embora nosso sistema educacional claramente não seja o único fator, como educadores, precisamos nos concentrar nele e ver quais reformas precisam ser feitas. Nossas escolas oferecem uma função importante e valiosa.

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Ajudar os alunos a se alfabetizarem, desenvolverem habilidades sociais, aprenderem a pensar criticamente e a compreender o conhecimento necessário para serem bem-sucedidos em seus campos e carreiras escolhidos é essencial para a sociedade.

Mas nós podemos fazer melhor. Precisamos de um sistema educacional que também se concentre na alma humana, a mente interior, o desenvolvimento do potencial, o cultivo da intuição, do insight, da criatividade, da compaixão e da sabedoria. Por que não podemos projetar um sistema mais holístico que respeite o potencial interno do aluno e também forneça as ferramentas acadêmicas externas? Por que devemos escolher?

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Uma maneira de fazer isso é reconceber quanto tempo e energia devem ser gastos no acúmulo de conhecimento e no estudo de áreas específicas, quando as informações estão tão disponíveis na era digital. Os alunos podem aprender como localizar e aplicar informações, mas não precisam necessariamente gastar muito tempo gravando-as na memória.

Também precisamos reimaginar os cursos exigidos, principalmente no ensino médio e na faculdade. Sem nomear disciplinas específicas, todos podemos nos lembrar de ter que fazer cursos e aprender informações que nunca usaríamos em nossas vidas, a menos que seguíssemos uma profissão especializada. Em vez de serem obrigados a fazer esse curso, por que não criar cursos contemplativos que os alunos possam concluir, que lhes permita dedicar um tempo estruturado à autodescoberta: oficinas de meditação, seminários de inteligência emocional, projetos voluntários e peregrinações transformadoras?

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Finalmente, precisamos reconsiderar como estamos usando recursos e quanto está indo não apenas para o sistema educacional, mas como esses fundos estão sendo usados. Que maior investimento podemos fazer do que investir no desenvolvimento do potencial inato das gerações futuras?




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