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Do Alto da Torre
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Vale tudo eleitoral

Fábio Félix conhece perfeitamente bem a situação. Tem, porém, uma razão para insistir.

Eduardo Brito

22/01/2026 18h04

Foto: Eurico Eduardo/ Agência CLDF

Candidato a deputado federal por Brasília, o distrital Fábio Félix (foto) lançou um abaixo-assinado para criar uma CPI do Banco Master na Câmara Legislativa e passou a pressionar os colegas pela causa.

É mais do que sabido que as chances de aprovação são zero, não apenas porque a oposição não tem maioria para isso, mas também porque há muitos outros pedidos para isso.

Fábio Félix conhece perfeitamente bem a situação. Tem, porém, uma razão para insistir.

É que, mesmo pertencendo ao PSOL, ele quer mesmo são os votos da petista Érika Kokay, que faz seguidos apelos às causas ligadas à minoria e tem a fama de jamais desistir de seus propósitos.

Como diz seu colega Chico Vigilante, “o que mais caracteriza a Érika é que ela vai a lugares que ninguém mais iria”.

Fábio Félix quer apostar exatamente nesse perfil.

Vacinação domiciliar para autistas

A pauta da inclusão das pessoas com deficiência foi prioridade para o distrital Robério Negreiros, ao protocolar os seus primeiros projetos de lei do ano na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Foram duas propostas: o PL nº 2107/2026, que cria um programa de vacinação domiciliar para autistas; e o PL nº 2106/2026, que institui uma política pública de apoio e assistência às pessoas com Síndrome de Phelan-McDermid, uma condição genética rara que afeta a condição motora, intelectual e verbal.

Negreiros mencionou que alguns estudos têm demonstrado que pessoas com transtorno do espectro autista apresentam taxas de cobertura vacinal inferiores à população em geral, não por negligência familiar, mas pelas barreiras ambientais e sensoriais que dificultam o acesso aos serviços de saúde.

“Esta situação coloca esse grupo em maior vulnerabilidade para doenças imunopreveníveis, contrariando o princípio constitucional da universalidade e equidade no acesso à saúde”, pontua.

Quanto ao PL nº 2106/2026, o distrital explica que o objetivo é garantir atendimento multidisciplinar, diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo e apoio às famílias, além de capacitar profissionais da rede pública e fomentar a criação de um cadastro das pessoas com Síndrome de Phelan-McDermid, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para fins de planejamento e execução das políticas previstas na proposta.

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