O processo de definição de postos na chapa de esquerda do Distrito Federal entrou na sua reta final com três impasses para os comandos partidários – em especial do PT – resolverem a curto prazo.
O primeiro deles vem do final de semana, quando o PCdoB ratificou o apoio à candidatura petista de Leandro Grass, mas lançou nomes próprios às duas vagas de deputado federal a que tem direito. O problema é que o PT dava como certo que ocuparia essas duas vagas, tanto assim que lançou sete candidatos à Câmara, dois a mais do que teria direito.
Caso a intenção do PCdoB se mantenha, duas candidaturas petistas terão de ser sacrificadas. Ainda não se definiram os nomes cortados, até porque o PT pretende recorrer da decisão junto ao comando nacional do PCdoB, que tem, teoricamente, condições de se impor dentro da federação PT-PV-PCdoB.
As duas candidaturas mais frágeis aí seriam as de Marivaldo Pereira e de Vanessa Negrini, que adotou o nome eleitoral de Vanessa É o Bicho (foto), mas ambos são respeitados e queridos entre os companheiros petistas.
Escolha do vice é problema adicional

Os outros dois impasses vêm da acomodação do PSOL na frente de esquerda. Hoje em federação com a Rede, o PSOL marcou para este sábado, 25, a sua convenção partidária.
Também ratificará o apoio a Leandro Grass, mas também fixará suas próprias condições para participar da chapa. Está prevista a indicação de Tetê Monteiro para o papel de vice-governadora e a de Giulia Tadini para a suplência de Érika Kokay.
Giulia é a presidente regional do PSOL. O problema começa com a vice. Sem qualquer outra indicação majoritária, o PV também cobra a vice.
No começo das negociações, imaginava-se que PCdoB e PV, os membros minoritários da federação, teriam duas suplências. Só que não. E é justamente nas suplências que surge a outra dificuldade.
O veterano petista Geraldo Magela (foto), que já foi candidato a governador contra Joaquim Roriz e quase se elegeu, teve seu nome lançado novamente este ano. Invocou o estatuto do PT para cobrar primárias contra Leandro Grass, mas a direção nacional de seu partido vetou.
Magela reivindicou legenda para retornar à Câmara dos Deputados. Sofreu novo veto. A compensação seria a suplência de Érika Kokay. É justamente o segundo cargo cobrado pelo PSOL.