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Teatro Nacional de volta

Com isso, revelou Ibaneis, os trabalhos do Teatro Nacional recomeçarão de imediato. Até o final do ano já haverá resultados

Por Eduardo Brito 19/05/2022 5h00
Foto: Divulgação

Em foro organizado pelo grupo Lide, o governador Ibaneis Rocha anunciou nesta quarta-feira, 18, como sua prioridade, a retomada das obras do Teatro Nacional. Foi muito aplaudido pelo público, composto quase exclusivamente de empresários brasilienses. À saída, Ibaneis confidenciou que o conselheiro Inácio Magalhães, vice-presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal acabara de avisá-lo que o parecer liberando as obras deveria ser votado no início da tarde. De acordo com o governador, essa era a única trava para que que conclua a licitação para início das obras, no valor de R$ 52 milhões. Inácio Magalhães cumpriu a previsão e o TCDF aprovou seu parecer, que faz quatro exigências relativamente simples para a liberação e rejeitou recurso apresentado por uma empresa competidora. Com isso, revelou Ibaneis, os trabalhos do Teatro Nacional recomeçarão de imediato. Até o final do ano já haverá resultados.

Aumento no Vale-Gás

Ibaneis antecipou também que já estuda um reajuste no valor do Vale-Gás. “Afinal, quando o programa surgiu, o botijão estava pelos R$ 90 e agora já passa de R$ 115. Só precisamos examinar valores e ver se isso será legal, pois implicará aumento de gastos em período pré-eleitoral”, disse. O governador também defendeu a isenção do ICMS do transporte público da capital e a complementação das tarifas aplicada neste ano: sem isso, calculou, os usuários do transporte público brasiliense estariam pagando R$ 12 de passagem, em vez dos R$ 5,50 da média atual. Para ele, uma redução do peso dos combustíveis, que agora sobem a toda hora, não pode ser compensada zerando o ICMS, pois isso iria parar o governo. “A única saída efetiva passa pelo lucro da Petrobras, que precisa devolver essa alta extraordinária à sociedade”, afirmou, ao propor uma câmara de compensação para proceder a essa transferência.

Sem chapa única

No começo do encontro, o presidente do Lide, Paulo Octávio, prestou uma homenagem aos presidentes da Fibra, Jamil Bittar, e da Fecomércio, José Aparecido, ambos reeleitos em chapa única, por unanimidade. Ibaneis começou sua fala comparando e lamentando: “infelizmente minha reeleição não pode ser em chapa única”.

Sequência de obra

Na sua fala a empresários, Ibaneis listou uma série de obras que constituem prioridades de seu governo. Quer estabelecer, por exemplo, um novo polo de desenvolvimento na área de Taguatinga-Ceilândia-Samambaia-Sol Nascente, para o que pesará a implementação do Centrad. Ele pretende cobrir as despesas com o centro mediante a comercialização de áreas pertencentes à Terracap que o circundam. Deverá examinar quais as secretarias que poderão ser transferidas para lá. Destacou obras viárias como o viaduto que destravará o Setor Policial Sul, a duplicação da BR-140 que estimulará outro polo de desenvolvimento programado para a área de São Sebastião, e o viaduto Paranoá-Itapoã, que ajudará no acesso a 12 mil unidades habitacionais que começam a ser entregues na área.

Responsabilidade social

Na abertura do encontro, Paulo Octavio, avaliou que a economia do Distrito Federal e suas empresas conseguiu sobreviver à pandemia, mas a um custo social elevado, com mais de 300 mil desempregados. “Isso exige”, disse, “um novo ordenamento social e econômico” com uma “ação conjunta de empresários e governo”. Ibaneis respondeu: “governo não gera empregos, gera cabide de empregos”, para concluir: “quem cria emprego são os empresários”. Por isso, disse, sua administração sempre manteve diálogo com o empresariado local e lhe deu respostas rápidas.

Microcrédito

Respondendo a questões de empresários da região, Ibaneis revelou que o túnel de Taguatinga começará a ser entregue entre agosto e setembro. Afinal, já está todo perfurado. Mas a obra só será completada lá pelo final do ano, com o bulevar que a contorna. Admitiu que os lojistas de lá perderam 25% do faturamento durante o período de obras e, para compensar, prometeu facilitar microcrédito para o comércio da área. Atendeu também a pedido dos empresários de bares, restaurantes e hotéis para extensão desse microcrédito.

Tucanos fora de foco

Enquanto o comando do PSDB se debate na busca de uma fórmula de afastar a cambaleante candidatura do ex-governador João Dória, os escalões médios do partido aguardam ansiosos uma forma de empregar o fundo eleitoral e partidário dos tucanos, tentando melhorar a performance do partido. Isso lhes interessa muito mais do que ter um cabeça de chapa que não engrena de jeito nenhum. Na verdade, as perspectivas do PSDB são muito ruins e não se imagina que sequer possam manter sua bancada atual de 22 deputados federais, base de cálculo do quociente eleitoral e, em especial, ao fundão partidário para o ano que vem. No passado, os tucanos chegaram a 100 cadeiras. A bancada de senadores, hoje com sete integrantes, também deve diminuir. Até agora só apareceram, em todo o País, três candidatos tucanos ao Senado. Claro, esses números podem crescer. Até agora, porém, não se sabe como. E nem se saberá nada mais até o dia 23: como João Dória não veio para reunião que ocorreria nesta quarta-feira, 18, o próximo lance da novela ficou para a semana que vem.

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Vale para o DF

Essa equação vale para o Distrito Federal. O PSDB não terá candidato a senador e as chances de eleger deputados federais é considerada remota. Nas majoritárias, o partido lançou apenas candidato a governador, o atual senador Izalci Lucas.

MDB mais otimista

O outro interessado em uma definição tucana, o MDB, está em posição melhor. A candidata presidencial do partido, Simone Tebet, tem menos intenções de voto do que Dória, mas também conta com rejeição muito menor. E o partido situa-se melhor na disputa para deputados federais. No Distrito Federal sonha eleger ao menos dois.








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