Conforme mais do que anunciado pelos oposicionistas, foram apresentados à Câmara Legislativa dois pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha.
Tudo previsível, nenhuma reação do Buriti — até porque, regimentalmente, os pedidos não têm como prosperar.
Além da forte maioria governista, existe uma lista de espera para propostas desse tipo. Novos pedidos vão para o fim da fila, o que significa poucas chances de serem examinados a tempo de produzirem consequências.
O primeiro deles, mais do que anunciado, é do PSOL, mais do que esperado.
O segundo, porém, foi firmado pelo PSB e pelo Cidadania. Com a devolução do Cidadania ao controle do seu presidente histórico, Roberto Freire, não se imaginava que o partido pudesse ingressar com esse pedido.
O PSB tem maioria oposicionista, e sua única distrital, Dayse Amarílio, é crítica ao Buriti.
Mas, embora eleita pelo Cidadania, a distrital Paula Belmonte se afina com Roberto Freire e, além do mais, está com os dois pés já no PSDB de Aécio Neves.
A eventual federação PSB-Cidadania é uma proposta dos adversários de Freire e, com ele no controle, não tem como prosperar.