Pode parecer esquisito, mas existe, sim, a figura do suplente profissional de senador. O caso mais explícito é do empresário Luiz Pastore (foto), empreiteiro que se tornou conhecido no Espírito Santo.
Foi aliado e suplente do falecido Gerson Camata. Chegou a exercer mandato em substituição a Camata.
Há quatro anos, transferiu o título para Brasília e se registrou como suplente da candidata Flávia Arruda. Naquele momento, a vantagem de Flávia era tão grande que a vaga parecia nomeação.
Mas surgiu Damares Alves, e lá se foi a vaga de Pastore. Agora, o título eleitoral do empresário apareceu no Tocantins.
Ele deve ser suplente de novo, agora do senador Eduardo Gomes, do PL, favorito para a reeleição.
Ao mesmo tempo, descobriu-se que Pastore não só aparece como o candidato mais rico entre os que disputam uma vaga no Senado, como também é dono do jatinho que transportou o ministro do STF Dias Toffoli e o advogado Augusto Arruda Botelho, que defende um dos diretores do Banco Master, para o Peru, em novembro de 2025.
A viagem ocorreu para que os passageiros acompanhassem a final da Libertadores.