Após a morte de uma triatleta no Parque da Cidade, o distrital Robério Negreiros (foto) protocolou na Câmara Legislativa proposta que atualiza a Lei nº 3.585/2005 para ampliar o acesso público à desfibrilação no Distrito Federal. A proposta inclui parques, espaços de grande circulação e eventos temporários entre os locais já obrigados a manter Desfibrilador Externo Automático, além de exigir sinalização, fácil acesso e distribuição estratégica dos equipamentos em grandes áreas.
A triatleta Rachel Furtado, de 46 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante treino no Parque da Cidade, no último dia 12. Ela chegou a receber atendimento imediato no local e foi levada ao Hospital Regional da Asa Norte, mas sofreu novas paradas cardíacas e não resistiu.
A lei atual exige a instalação de desfibriladores em shopping centers, hotéis, aeroportos, rodoviárias, estádios, hipermercados e universidades. Entre as mudanças propostas pelo distrital estão a obrigatoriedade de DEA em parques e eventos com público a partir de 1.500 pessoas, equipamentos visíveis, sinalizados e nunca trancados, além da distribuição em pontos estratégicos quando o espaço for extenso.
A proposta prevê ainda a presença de pessoas capacitadas em suporte básico de vida. Estabelecimentos já existentes terão 180 dias para se adaptar após a entrada em vigor da lei.