Desde que se modificou o estatuto da Câmara Legislativa, permitindo a recondução do presidente em meio ao mandato, a reeleição passou a ser uma hipótese favorecida.
Em outras palavras, os próprios distritais acreditam que a possibilidade de recondução do presidente, em condições normais, é mais provável do que a sua troca por outro parlamentar.
Foi o que aconteceu com o primeiro a ser reeleito, o hoje deputado federal Rafael Prudente, e havia todas as condições para repetir-se com o atual presidente, Wellington Luiz. Só não mudou o fato de que, na prática, a escolha depende em muito do governador em exercício.
Em condições normais, seria inviável a escolha de um presidente não desejado pelo detentor do poder no Buriti. O princípio valeu na quase totalidade, senão totalidade, das escolhas de presidente, embora houvesse governador que derrapasse nas negociações.
A questão é que se normaliza a tendência de que os distritais criem expectativas de contrapartida para ratificar a reeleição, o que inclui a criação de cargos, o que a própria Câmara costuma fazer. Esse é o caso agora.
Só que Wellington Luiz não tem sido visto com a mesma frequência no Palácio do Buriti. Embora ainda falte quase um semestre para se bater o martelo, há um rito a se cumprir. A tendência natural seria, hoje como antes, de uma reeleição de toda a Mesa Diretora, mas a verdade é que já houve tempo em que as relações com o Buriti foram melhores.