No país que construiu parte de sua identidade em torno do futebol, o entusiasmo dentro de campo contrasta com um desafio fora dele: a crise financeira histórica de clubes que acumulam dívidas milionárias e recorrem ao Judiciário para reorganizar suas contas, como o Vasco da Gama e o Coritiba.
Uma publicação muito esperada no meio jurídico responde à pergunta: afinal, clubes de futebol podem pedir recuperação judicial? E, se podem, em que condições? Escrito pelo advogado e professor Luciano Ramos, o livro “A recuperação judicial do clube-empresa no Brasil”, da Editora Thoth, será lançado nesta terça-feira, 17, em Brasília.
O autor, que é servidor do Tribunal de Contas do Distrito Federal e doutor em Direito Empresarial pela Universidade de Brasília, revela se a legislação voltada para empresas pode ser utilizada por clubes cuja natureza jurídica, em princípio, não é empresarial.