Se estiver unido até a eleição de 2026, o PT pode indicar o cabeça de chapa das oposições ao grupo situacionista na corrida para o Buriti. Sem essa união, porém, parece duvidoso que o partido, mesmo com o maior capital eleitoral, chegue a indicar o candidato ao governo. É o que pensa um dos maiores conhecedores do PT brasiliense, o ex-deputado Geraldo Magela (foto), que já disputou o Buriti – deu um susto no então governador Joaquim Roriz – e que participa da direção do partido.
Hoje, já são três os nomes de fora que se colocaram: a senadora Leila Barros, que na opinião de Magela mostra muita garra, o ex-interventor Ricardo Cappelli, que para ele mostrou competência nesse momento mas ainda não comprovou densidade eleitoral, e enfim o ex-candidato Leandro Grass, uma revelação política na eleição passada. O PT ainda tem mais força, lembra Magela, mostrando que em 2022 tanto Grass quanto a candidata ao Senado Rosilene Correia cresceram fortemente no final da corrida eleitoral.
Ambos mal passavam dos 12% e na reta final Grass chegou aos 27% e Rosilene aos 24%. Isso mostra a força do partido, segundo Magela. Hoje, porém, o PT está dividido entre diversas correntes “e em partido rachado, sem unidade, até candidato forte fica fraco”, diz ele. Hoje, só dois nomes têm densidade no partido, o dele próprio, Geraldo Magela, e o da deputada Erika Kokay. A unificação, porém, parece muito difícil, o que pode levar à candidatura externa.