As dificuldades na composição de chapas proporcionais não atingem só os partidos menores. Mesmo os que contam com candidatos já testados, de votações sólidas, encontram dificuldades para as nominatas, por conta do quociente eleitoral.
Sem uma soma de 230 mil votos, pelo menos, o partido não consegue fazer um deputado federal. O PSOL já conta com um campeão de votos na Câmara Legislativa, o distrital Fábio Félix.
Fábio Félix recebeu quase 52 mil votos na eleição passada. Agora, porém, é candidato a deputado federal. Precisa dobrar a votação, pelos cálculos do partido.
Como se imagina que herde certa quantidade de votos da atual deputada Érika Kokay, do PT, isso pode ajudar.
Da mesma forma, o PSOL tem como prioridade reeleger o distrital Max Maciel. Para a Câmara Legislativa, o quociente não é tão elevado.
Mesmo assim, Maciel precisará aumentar os 35 mil votos que obteve em 2022.