Já começou a tramitar na Câmara Legislativa projeto de lei que determina a criação, implantação e funcionamento de unidades do Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista do Distrito Federal em todas as regiões administrativas do Distrito Federal.
Se a lei, proposta pelo distrital Eduardo Pedrosa (foto), for aprovada, cada centro fornecerá um serviço especializado de atenção ambulatorial e reabilitação interdisciplinar voltado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista, o TEA.
O atendimento deverá operar desde a avaliação e o diagnóstico precoce até a intervenção terapêutica precoce, passando por orientação, acolhimento e suporte familiar.
Cada um desses centros deverá contar com profissionais especializados, entre eles psiquiatra infantil, neuropediatra ou neurologista, pediatra, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, assistente social e profissional de Atendimento Educacional Especializado, entre outros.
Eduardo Pedrosa alega que as projeções demográficas oficiais, pautadas nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, apontavam para um contingente de aproximadamente 34 mil autistas na capital federal.
No entanto, segundo ele, não se pode atuar com políticas públicas baseadas em números sabidamente subnotificados.
Na verdade, calcula o distrital, diante de uma população que se aproxima de 3 milhões de habitantes no DF, somada à imensa demanda flutuante da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno, estima-se que o patamar real projetado alcance aproximadamente 300 mil pessoas com autismo no âmbito do Distrito Federal.