Partiu do deputado brasiliense Fred Linhares a iniciativa que visa proporcionar às vítimas ambientais no Brasil, como nos recentes eventos no Rio Grande do Sul, um mínimo de alívio financeiro.
O projeto propõe que as pessoas que residem em áreas afetadas por desastres ambientais tenham prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda.
Esta medida busca oferecer suporte prático e tangível às comunidades em momentos de grande necessidade, demonstrando um compromisso real com a segurança e o bem-estar das vítimas dessas tragédias.
“Em momentos de crise, a urgência e a determinação em agir são fundamentais para assegurar uma assistência eficaz às vítimas de desastres ambientais. Este projeto é a garantia de que ninguém será abandonado, nem hoje, nem nunca”, afirma.
Leila alerta para o negaconismo

Durante a reunião da Comissão de Meio Ambiente, sua presidente, a senadora brasiliense Leila Barros (foto), fez soar o sinal de alarme com os desafios impostos pela emergência climática no Brasil, particularmente em resposta aos recentes eventos no Rio Grande do Sul.
“Não há mais espaço para o negacionismo científico”, declarou a senadora, enfatizando a necessidade urgente de políticas públicas eficazes que enfrentem os eventos climáticos extremos. Leila Barros ressaltou a importância de preservar ecossistemas e repensar a ocupação de áreas de risco.
“É preciso preservar as matas nas margens dos rios para minimizar os efeitos das chuvas intensas e proteger a vegetação de restinga para frear os efeitos das ressacas do mar,” disse ela, argumentando contra a flexibilização das normas ambientais. “Preservar o meio ambiente não é um empecilho para o desenvolvimento econômico”, disse.
Dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul indicam a gravidade das enchentes, com um saldo de 95 mortos e mais de 1,4 milhão de pessoas afetadas. A senadora destacou os desafios enfrentados pela população, como infraestrutura danificada e interrupções no fornecimento de serviços essenciais. “Que horrores como este sirvam para abrir nossos olhos. Que possamos cobrar ação daqueles que mais contribuíram para esta situação” comentou Leila.
Ela ressaltou a previsibilidade crescente de eventos climáticos extremos, enfatizando que, embora as tragédias no Rio Grande do Sul sejam devastadoras, ‘não estamos sendo pegos de surpresa’. Ela destacou que há décadas cientistas alertam sobre os riscos associados às mudanças climáticas.