Um dos poucos partidos a apresentar maior conteúdo doutrinário — se o bolsonarismo for considerado doutrina —, o PL concorre às eleições brasilienses com duas faces.
Tanto para deputado federal quanto para distrital, coloca lado a lado nomes já testados nas urnas e novos candidatos, estes de perfil ideológico mais nítido, embora menos conhecidos.
Pouca relação uns com os outros.
Só as urnas dirão qual o real perfil da bancada.
Para a Câmara Legislativa, por exemplo, o PL tem Roosevelt Vilela, Joaquim Roriz Neto e outros distritais veteranos com núcleos eleitorais consolidados, mas perfil doutrinário pouco nítido.
De outro, uma série de nomes hoje desconhecidos, exceção à ex-distrital Júlia Lucy (foto), que buscam se firmar como a Bia Kicis de quatro anos atrás.
As urnas dirão quem dará o novo perfil do partido.
Talvez ambos.
De quebra, os nomes novos incluem alguns já com certo capital, como André Kubitschek, neto de Juscelino.
O mesmo perfil vale para a Câmara dos Deputados, em que o PL conta com o veteraníssimo Alberto Fraga e com o distrital Thiago Manzoni, ao lado de uma série de nomes pouco conhecidos.
Ainda por cima, deixa de contar com a puxadora de votos Bia Kicis, que tenta chegar ao Senado.