A sessão de votação de vetos na Câmara, nesta terça-feira, 28, foi interrompida por uma performance conduzida pelo deputado Zacarias Calil, médico de Goiás, que se opõe a decisões do Supremo Tribunal Federal sobre o aborto.
Com outros médicos, alguns de jaleco, o deputado colocou na tribuna um boneco reproduzindo o abdômen de uma mulher grávida de seis ou sete meses. A partir daí simulou uma cirurgia de aborto, que chamou de “feticídio”.
O objetivo de Calil era mostrar que o Supremo Tribunal Federal contrariava uma resolução do Conselho Federal de Medicina, “porque cabe a nós médicos decidirmos ou não como tomar decisões a respeito”.
Quando a exibição de gosto para lá de duvidoso estava pela metade, quem aparece empoleirada na tribuna, em frente ao boneco? A deputada brasiliense Bia Kicis, sempre ela, não é médica, mas aproveitou a manifestação para combater o aborto legal.
Quem não gosta de polícia
Em meio ao exame dos vetos à Lei Orgânica da Polícia Civil, o deputado brasiliense Alberto Fraga endureceu o jogo. “O Governo Lula dá mostras de que não gosta da polícia”, acusou. Afinal, “quando veta leis importantes, como a Lei de Organização Básica da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militares e da Polícia Civil, ele mostra que não tem nenhum tipo de preocupação”.
A mesma posição foi tomada pelo senador Izalci Lucas, também do Distrito Federal, que insistiu nas votações. Para surpresa geral, porém, Fraga ressalvou: “ainda bem que o nosso Líder do Governo, Senador Randolfe Rodrigues, sempre nos atende, sempre nos escuta, e é o que tem resolvido realmente os problemas da polícia”.
Completou Fraga: “se dependermos do Palácio do Planalto, nós estamos lascados, pois o Presidente Lula ele tem que contratar alguém que conheça realmente segurança pública, em vez de ficar ouvindo opinião de pessoas que não conhecem a segurança pública e são apenas oportunistas de plantão”.