Embora alinhada com o Palácio, a senadora brasiliense Leila Barros criticou o governo Lula por vetar o pagamento do auxílio moradia aos PMs e bombeiros com recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal. “Compreendo a frustração que isso causa para nossos dedicados profissionais”, comentou Leila.
Prometeu ainda uma posição mais dura. Quer “intensificar o diálogo com as lideranças para derrubarmos o veto”. Há uma ironia nessa história.
Foi um governo brasiliense petista, o de Agnelo Queiroz, que estruturou o auxílio moradia como uma forma de compensar parcialmente o veto a reajuste salarial imposto por outro governo do PT, o de Dilma Rousseff.
E agora, ao ratificar aumento salarial proposto pelo Buriti, o governo Lula retira do reajuste exatamente o auxílio moradia. Pior, considerando que esse auxílio configuraria um dos chamados “penduricalhos” o Tribunal de Contas da União determinou que se suspendesse o pagamento e até que se discutisse como devolver os recursos, abrindo nova polêmica. .
Pontos de hidratação
Leila também apresentou ao Buriti uma proposta para ajudar no enfrentamento da onda climática. Registrando que na onda de calor implacável que atingiu o Brasil o Distrito Federal bateu 37,3ºC, registrando recordes de temperatura por dias consecutivos, a senadora sugeriu à Caesb a instalação de pontos de hidratação pela cidade, ao menos garantindo aos brasilienses acesso à água.