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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Oposição abre guerra à suspensão de deputados

Izalci chamou o Congresso de “solo sagrado da democracia, onde a divergência de ideias não deve ser apenas tolerada, mas protegida”.

Eduardo Brito

06/05/2026 19h04

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Primeira foto do dia Izalci Lucas crédito Geraldo Magela/Agência Senado

Na condição de líder da Oposição no Congresso, o senador brasiliense Izalci Lucas, do PL, deu, nesta quarta-feira, 6, total solidariedade aos deputados federais Marcel Van Hattem, Marcos Pollon e Zé Trovão, punidos com a suspensão de seus mandatos por 60 dias pela Comissão de Ética da Câmara.

Eles são acusados de ocupar a Mesa Diretora para impedir votações.

Izalci chamou o Congresso de “solo sagrado da democracia, onde a divergência de ideias não deve ser apenas tolerada, mas protegida”.

Nesse sentido, punir parlamentares por se posicionarem sobre temas de relevância nacional, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, configura um perigoso precedente de cerceamento da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar.

Afinal, ensinou Izalci, “suspender um mandato eleito pelo povo é silenciar milhares de eleitores que depositaram sua confiança em seus representantes, pois a democracia se fortalece no embate, não na censura”.

À oposição cabe o direito e o dever de fiscalizar e protestar.

Quando esse direito é restringido, as instituições perdem seu equilíbrio, disse o senador.

O apoio aos deputados suspensos não parou aí.

O presidenciável Flávio Bolsonaro também criticou a decisão e anunciou que o PL recorrerá à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Quem vai piscar primeiro

O pronunciamento de Izalci se prende também à guerra interna que se trava pelo controle do PL, que se considera o maior partido do Distrito Federal.

A deputada federal Bia Kicis (foto), presidente do partido na capital, vem subindo o tom quando se insiste em uma pré-candidatura do senador Izalci ao Palácio do Buriti dentro da legenda.

Bia Kicis, sempre ela, tem deixado claro que o caminho para Izalci não será isento de resistências internas, lançando críticas e sinalizações que buscam frear o avanço do senador como nome de consenso do partido para o GDF.

Bia Kicis se apoia na também candidata a senadora Michelle Bolsonaro, e ambas estão no palanque da reeleição da governadora Celina Leão.

Do outro lado, Izalci Lucas tem observado atentamente os ataques da dirigente partidária.

Apesar da pressão e das declarações contundentes de Bia Kicis, o senador mantém a postura de quem não pretende recuar.

Ele reafirma seu desejo de disputar o comando do governo local, assegurando que sua estratégia de campanha caminha de forma independente das opiniões ou da chancela direta da presidente da sigla no Distrito Federal.

O problema, para ele, é que a direção nacional do partido se mostra condescendente com o poder de Michelle sobre a seção brasiliense, na condição de presidente nacional do PL Mulher.

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