Na noite da próxima segunda-feira, 29, representantes de oito partidos se reúnem para um jantar na sede do PSB, em uma tentativa de adiantar a costura de uma coligação de esquerda para disputar as próximas eleições do Distrito Federal.
O objetivo, resume o dono da casa, Rodrigo Dias, presidente do PSB, é acelerar a construção de unidade nesse campo, mas com uma novidade importante: construir um calendário de atividades.
A ideia é realizar, ao menos em cada mês, ações conjuntas dessa frente nas regiões administrativas, uma por uma, com a presença de todos os partidos.
Quem vai
Estarão lá, além dos donos da casa, representantes de PT, PV, PCdoB, PDT, PSOL, Rede e a novidade, o Cidadania, agora em caráter oficial, sob nova direção. O Cidadania já participara de outros encontros, mas agora torna claro que estará no mesmo barco, após a troca definitiva de sua direção-regional.
Querem enfrentar um desafio já desenhado, talvez dois. Com a reafirmação do compromisso do governador Ibaneis Rocha com a sua vice Celina Leão e a provável candidatura de Ibaneis ao Senado, tem-se uma chapa muito forte ao Buriti.
Ao mesmo tempo, a ultra-direita se organiza, com Damares Alves acenando com a possibilidade de tentar o governo, ou ao menos de buscar reforço para um front bolsonarista na capital, e com outras candidaturas já estruturadas, caso de Bia Kicis, que tentam trazer membros da família Bolsonaro para a disputa na capital. A esquerda precisa estar estruturada para fazer frente a essas ameaças.
Nomes começam a circular
Rodrigo Dias admite que alguns dos partidos “já pretendem avançar na escolha de nomes”. Acha, porém, que isso precisa amadurecer. “Ser sairmos com unidade já é uma conquista”, diz.
Assim, é altamente improvável que surja uma candidatura favorita nessa reunião na sede do PSB. A combinação de forças é complicada demais. Mesmo assim, sabe-se haver nomes que já circulam com mais força.
São os casos de Leandro Grass, do PV, até por conta do recall da última eleição, e de Érika Kokay, que já recebeu muitos apelos por uma candidatura majoritária na eleição passada. Entretanto, como mostra o petista histórico Geraldo Magela, para o PT garantir a cabeça de chapa que ocupa desde a origem das eleições na capital é preciso estar unido. Não está.
Enquanto isso, circulam – inclusive dentro do governo Lula – outros nomes, como o ex-secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, que tem adquirido grande mobilidade, ou o diretor do Sebrae, Valdir Oliveira. E ainda há outra ocupante de cargo majoritário, Leila Barros. O resultado é que tão cedo não haverá um nome pronto, mas ao menos um começo do processo de escolha.