O longo processo eleitoral brasileiro acabou há pouco, mas hoje mesmo tem mais eleição. E eleição que pode significar muito para os próprios brasileiros. Mais até do que se pensa. Nesta terça-feira, 3 de novembro, os Estados Unidos renovam seu Congresso, que lá manda muito.
O presidente Donald Trump corre sério risco de perder a maioria que vem garantindo seu regime autoritário. Para a Câmara dos Deputados, considera-se mais do que provável que ele perca a maioria. A surpresa está no Senado, poderosíssimo em termos de política externa.
A Câmara será totalmente renovate, mas no Senado só um terço das cadeiras está em jogo. Serão 35 os eleitos. Das cadeiras atuais 22 são de republicanos, favoráveis a Trump e 13 de democratas, de oposição. Para virar maioria os democratas precisam manter todas as suas cadeiras e ainda ganhar quatro. Isso parecia impossível, porque a maioria delas está em estados favoráveis a Trump. Mas as pesquisas estão indicando resultados surpreendentes.
Os democratas correm maior risco em uma cadeira apenas. Já os republicanos podem perder sete, algumas em estados vistos como seguros. Correm perigo até no Kansas, que só elege senadores republicanos há cem anos.
Tudo isso pode condenar Trump a passar os próximos dois anos, seus últimos, como o que os americanos chamam de presidente “lame duck”, ou seja, “pato manco”, sem poderes maiores. Tudo depende das urnas desta terça-feira. Por conta dos fusos horários, os resultados só serão conhecidos na madrugada de Brasília. Mas a expectativa é enorme e, especialmente no Itamaraty, vai ter gente dormindo pouco.