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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Nova conjuntura abre possibilidades para Grass

mesmo derrotado, Leandro Grass amplia votação, recupera espaço do PT no DF e pode ganhar projeção política nacional

Eduardo Brito

26/10/2026 18h55

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Leandro Grass crédito JUNIOR ROSA

Mesmo derrotado no segundo turno, o ex-distrital Leandro Grass tem motivos para se dirigir ao eleitorado brasiliense alertando que “esta luta não termina hoje, pois seguirei ao lado de quem está desamparado, de quem sofre com a indiferença, a negligência e a corrupção”. E de concluir: “Eu não vou desistir do Distrito Federal”.

Como diz o advogado e professor Melillo Dinis, Grass terminou a campanha com uma nova responsabilidade. É só fazer as contas. Essa é a primeira eleição, desde 2002, quando o governador era Joaquim Roriz, em que o PT disputa a sério uma eleição para o Buriti.

Até aquele ano, o PT era uma das duas principais forças político-eleitorais do Distrito Federal, chegando a disputar eleições duras com o extremamente popular Roriz. A partir de 2006, porém, o PT brasiliense entrou em uma fase de baixo astral.

Até quando se imaginava que a crise do governo Arruda e a saída de Roriz deixavam o campo livre para o PT, o então candidato petista Agnelo Queiroz surpreendeu todos os que esperavam uma vitória por WO diante de dona Weslian Roriz, ganhou a eleição por pouco, fez um governo pouco popular e ficou fora de sua própria reeleição.

Depois, o PT perdeu três eleições sucessivas. Agora, porém, Leandro Grass conseguiu saltar dos 434 mil votos de 2002 para 569 mil no primeiro turno e chegar a 739 mil no segundo turno.

Na prática, isso significa que Grass terá espaço no partido, provavelmente ganhará espaço no novo governo Lula e, mesmo que não concorra ao Buriti por uma terceira vez, dará um salto na carreira.

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