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Do Alto da Torre
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Nada a ver com trabalho

Como diz o time de Bia Kicis, agora será necessária autorização por acordo coletivo e aprovação por legislação municipal

Eduardo Brito

23/11/2023 19h20

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A deputada brasiliense Bia Kicis, sempre ela, quer retirar de Luiz Marinho o título de Ministro do Trabalho. Diz a deputada que a gestão de Marinho não pode ser associada a trabalho e muito menos a benefícios aos trabalhadores. Ao contrário, diz ela, é marcada por “mais retrocesso e desemprego à vista”.

Bia já implicara com os esforços de Luiz Marinho para restabelecer o Imposto Sindical, aquele tributo cobrado a todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, para sustentar as máquinas sindicais.

Agora, a deputada está enfurecida com a portaria nº 3665, assinada pelo ministro no dia 14 de novembro, para suspender a permissão de funcionamento de supermercados aos domingos e feriados.

Como diz o time de Bia Kicis, agora será necessária autorização por acordo coletivo e aprovação por legislação municipal. Acordo coletivo, explica a assessoria da deputada, “significa subornar o sindicato para aprovar”.

Em outras palavras, estão gerando demanda para os sindicatos voltarem a faturar e bancar mais militância. “Afinal de contas, nunca foi pelos trabalhadores, mas pelo dinheiro”, completa a deputada.

Os trabalhadores são atingidos de duas formas. Primeiro, “você que trabalha a semana inteira e aproveita o domingo para, além de descansar e curtir a família, fazer as compras no supermercado, passará a ter vida vai ficar mais difícil”.

E pior será para quem trabalha aos domingos e feriados, com remuneração compatível, e que agora perderá tanto emprego quanto renda. O que se deduz, por esse raciocínio, é que seria mais confortável falar em Ministério dos Sindicatos.

Não corresponde

A propósito, a avaliação de Bia Kicis coincide com a de um companheiro de partido, o deputado Joaquim Passarinho, do PL do Pará.

Acredita Passarinho que “estamos vendo um esforço desesperado do governo Lula para recompor um sindicalismo que já não corresponde ao mercado de trabalho do País”.

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