A governadora em exercício Celina Leão começará a circular intensamente pelo Distrito Federal. A agenda do Congresso, que atinge diretamente o Distrito Federal por conta da emenda que mutila o Fundo Constitucional, o que exigia muita dedicação da vice, foi suspensa por conta do recesso branco do Congresso.
Como a votação do arcabouço fiscal ficou para agosto, ela aproveitará para checar as obras que serão entregues no início do segundo semestre.
Estão na lista o restaurante do Pôr-do-Sol/Sol Nascente, a escola técnica de Santa Maria, a pista da terceira saída de Águas Claras, vital para o escoamento do tráfego, e outros. Nesta terça-feira, 11, já promoveu uma reunião com catadores e servidores para anunciar decisão de reajustar os contratos que os envolvem – o que representará aumento de 40% no que recebem – e ações assistenciais, principalmente voltadas para as mulheres.
Celina também aproveitará o tempo de exercício no Buriti – enquanto o governador Ibaneis Rocha está em férias em que comemora seu aniversário – para fazer reuniões setoriais com lideranças comunitárias com o objetivo de ouvir novas demandas e deixar a pista livre para Ibaneis quando reassumir.
O décimo-segundo parlamentar
Nas últimas quatro semanas, os oito deputados e os três senadores brasilienses, uns muito mais do que os outros, têm percorrido os corredores do Congresso, em campanha contra a mutilação do Fundo Constitucional do Distrito Federal.
Tão frequente quanto eles, está outra personagem, só que sem mandato eletivo. O secretário de Planejamento do Distrito Federal, Ney Ferraz aparece mais do que muitos dos parlamentares. Com uma pasta cheia de cálculos, ele está sempre ao lado do governador Ibaneis Rocha ou da vice Celina Leão – que, ex-deputada federal, tem portas abertas em todo o Congresso.
“Circulei por muitos gabinetes do Congresso nesses dias e a gente sente que o clima está muito melhor em relação à retirada do teto de crescimento do Fundo Constitucional do DF”, diz o secretário.
É que, reflete, em um primeiro momento, os parlamentares não conheciam os impactos da medida nas contas do DF.
“Acho que isso resultou no apoio inicial ao relatório do deputado Cajado, aquele que impôs limites, mas com o apoio do senador Omar Aziz, a gente conseguiu mostrar que esse impacto é grande demais para uma unidade da federação que sobrevive principalmente as custas do FCDF”, avalia Ferraz.
Em tempo: o secretário insiste em que as perdas ficariam em torno de R$ 87 bilhões em 10 anos. “Isso é coisa demais”, comenta, “pois é como se a gente ficasse sem orçamento nenhum por quase dois anos”.