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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Ministro negro

Keka Bagno pediu votos para Lula, seguindo a linha partidária. Mas ficou revoltada quando Lula indicou Flávio Dino para o Supremo

Eduardo Brito

05/12/2023 18h54

Imagem: Reprodução/Facebook

A deputada brasiliense Bia Kicis, sempre ela, passou a cobrar do governo Lula o compromisso – na verdade uma cobrança da militância identitária de esquerda – de nomear uma mulher negra para o Supremo Tribunal Federal.

Isso não ocorreu, claro, com a preferência de Lula pela escolha de seu ministro da Justiça, Flávio Dino, que já está pedindo votos aos senadores responsáveis por dar a palavra final.

Cismada com a história da mulher negra, Bia foi escrutinar as declarações de Flávio Dino à Justiça Eleitoral. Descobriu que, ao disputar as eleições de 2014, Dino declarou-se “branco”.

Já para 2018, aparece como “pardo”. Para culminar, Bia encontrou uma matéria da Folha de S. Paulo que anuncia Flávio Dino como “quinto ministro negro da história do Supremo”.

PSOL brasiliense critica

Ex-candidata ao Buriti pelo PSOL, a ex-conselheira tutelar Keka Bagno pediu votos para Lula, seguindo a linha partidária. Mas ficou revoltada quando Lula indicou Flávio Dino para o Supremo e Paulo Gonet para a Procuradoria Geral da República.

Mandou uma mensagem enfurecida para o Planalto: “Presidente Lula, o Brasil é formado em sua maioria por mulheres e pessoas negras retintas, pretas. Temos indígenas, sabia? As que subiram na rampa contigo no dia 01 de janeiro, lembra? Assim realmente a justiça continuará cega e injusta”, atacou.

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