Acabou, em tese, a dúvida sobre a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado, que seria uma das últimas variáveis ainda em jogo nas eleições brasilienses. Com a ratificação da chapa majoritária da governadora Celina Leão, a candidatura deve ser registrada na Justiça Eleitoral, e ela estará formalmente no jogo.
Mas sua ausência nas convenções, em especial na do PL, voltou a criar incerteza na sua vertente política. Michelle foi internada no Hospital DF Star com dores de cabeça, no sábado.
Em tese, estaria recuperada a tempo de comparecer à convenção de seu partido, na tarde de domingo, e até mesmo à convenção do PP, que sacramentou Celina. Em vez disso, passou por um procedimento pouco usado, o chamado bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos, técnica utilizada para aliviar dores de cabeça que não respondem adequadamente aos medicamentos convencionais.
De acordo com nota divulgada por sua assessoria de imprensa nas redes sociais, Michelle apresentava dores resistentes ao tratamento com medicamentos por via oral. Após avaliação médica e realização de exames, a equipe optou pelo procedimento.
Ficou, porém, a desconfiança de que ela não quis comparecer à convenção do PL para não cruzar com o enteado Flávio, apesar das insistentes afirmações de que estão de pazes feitas.
A governadora Celina Leão tem insistido em que Michelle nem precisa sair de casa para fazer campanha. Sua popularidade indica que isso pode até ser verdade. Mas nada disso ajuda a acabar com a incerteza a respeito das chapas majoritárias do Distrito Federal.