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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Michelle ganha tempo para fazer campanha

Moraes autorizou visitas permanentes à residência do casal Bolsonaro

Eduardo Brito

10/09/2026 18h54

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Michelle Bolsonaro crédito INSTAGRAM CAMPANHA

Agora sob intenso tiroteio, o ministro Alexandre de Moraes deu um tempo para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto) dedicar-se à sua campanha para o Senado pelo Distrito Federal. Despachando do Supremo Tribunal Federal após cancelar entrevista em que comentaria as medidas de apaziguamento entre os ministros, Moraes autorizou, nesta quinta-feira, 10, visitas permanentes à residência do casal Bolsonaro, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

Hoje, apenas Michelle e os filhos do ex-presidente têm livre acesso à casa, em um condomínio do Jardim Botânico. Agora, foi permitida a entrada de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e candidato a deputado federal por São Paulo, e também de quatro parentes de Michelle: o sogro Vicente de Paulo Reinaldo, a madrasta Maisa Torres Antunes e as cunhadas Geovanna Kathleen e Suyane Lanuze Lima.

As visitas poderão ocorrer às quartas-feiras e aos sábados, seguindo as mesmas regras aplicadas aos estabelecimentos prisionais. Fica vedado o uso de aparelhos eletrônicos, e os encontros deverão respeitar três faixas de horário ao longo do dia, cada uma com duração máxima de duas horas.

Nada de empregados na casa

O ministro Alexandre de Moraes rejeitou, porém, o pedido para incluir Sérgio Rocha Cordeiro e Max Guilherme Machado de Moura, ex-auxiliares de Bolsonaro durante seu mandato, entre os profissionais autorizados a permanecer regularmente na residência.

A autorização permanente aos familiares de Michelle e ao irmão de Bolsonaro atende a um pedido da defesa do ex-presidente para que os parentes possam auxiliar em seus cuidados e permitir que Michelle participe dos atos de sua campanha ao Senado. Moraes, porém, fez questão de impor limites.

Avisou que a presença de terceiros no imóvel é excepcional e restrita a trabalhadores da casa, profissionais de saúde e responsáveis pela segurança do ex-presidente. Sérgio Cordeiro e Max Guilherme não foram incluídos nessas categorias.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, mas, desde março deste ano, foi concedida prisão domiciliar para que o ex-presidente possa tratar melhor seus problemas de saúde. Esta é a primeira vez, desde o incidente de julho, que o ministro-relator flexibiliza os termos de recebimento de visitas.

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