O círculo político mais próximo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto), o que inclui a senadora Damares Alves e a deputada Bia Kicis, já foi informado de que ela será mesmo candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
A direção do PL faz fortes pressões para a reaproximação entre ela e o senador Flávio Bolsonaro, mesmo sabendo que as arestas evidenciadas nas últimas semanas não foram inteiramente removidas. No entanto, a troca de farpas está superada.
Pesou para isso um cálculo: a necessidade de formar maioria ampla no Senado, única instância que pode remover um ministro do Supremo Tribunal Federal. Pelas contas dos bolsonaristas, essa maioria depende de se conquistarem mais de 30 cadeiras de senador pela oposição.
Afinal, é possível contar com 16 votos entre os senadores que estarão no meio do mandato – caso da própria Damares – e as projeções indicam que os votos restantes estão ao alcance.
Afinal, não há sequer a necessidade de que os eleitos sejam bolsonaristas de carteirinha, bastando que se elejam como oposição ao PT. Mesmo assim, não se pode correr riscos de perder cadeiras certas, como seria a de Michelle.