Consolidada durante a viagem que fizeram juntos a Washington para a posse do presidente Trump, a amizade entre a deputada brasiliense Bia Kicis, do PL, e o também deputado Marcel van Hatten, do Partido Novo, pode resultar no fortalecimento de uma nova candidatura a presidente da Câmara.

É que Marcel van Hatten decidiu de vez disputar o cargo com o candidato oficial, Hugo Motta, do Republicanos, que reúne o apoio do Centrão e do Planalto. Por enquanto, só há outro candidato, o Pastor Henrique Vieira, do PSOL, que vem desempenhando, desde sua posse, o papel de atrair evangélicos para a esquerda.
Sua candidatura não é levada muito a sério, não apenas pela falta de votos – a federação PSOL-Rede tem só 14 deputados e nem o PT a apoia – mas porque o objetivo parece ser o de divulgar a mensagem de atração dos militantes evangélicos. Diante disso, Marcel van Hatten se lançou.
“Não estamos confortáveis com o fato de termos apenas duas candidaturas lançadas, uma do Centrão e outra do PSOL. A oposição precisa ter uma opção, pois entendo que não podemos ficar nas mãos dos mesmos grupos que têm dominado a Câmara e o Senado há tantos anos. Não há clareza sobre quais propostas da oposição serão de fato implementadas por Hugo Motta se, de fato, for eleito. E quando alguém tem apoio do PT eu tenho automaticamente o pé atrás”, declarou Marcel van Hatten.
Caso Bia Kicis se decida por apoiá-lo, pode levar consigo um sólido bloco da direita, que não anda lá muito satisfeita com a coligação de Motta com o Planalto.
Senado também

Existe a possibilidade também de candidatura do senador Eduardo Girão, único integrante do Partido Novo na casa, à presidência. Mas ele já se lançou uma vez, discursou como candidato e, ao final de sua fala, renunciou ao pleito.