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Maioria governista na bancada federal

Há variantes: por exemplo, em temas mais sensíveis ao eleitorado do Distrito Federal, deputados governistas podem eventualmente se ausentar, em especial os que são candidatos às eleições deste ano

Por Eduardo Brito 05/07/2022 5h00
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Levantamento feito por partidos de esquerda constatou que, dos oito deputados federais brasilienses, seis votam consistentemente com o governo federal, enquanto apenas dois estão quase sempre na oposição. Trata-se de uma tendência, percebida a partir de análise dos votos nominais da Câmara dos Deputados. Há variantes: por exemplo, em temas mais sensíveis ao eleitorado do Distrito Federal, deputados governistas podem eventualmente se ausentar, em especial os que são candidatos às eleições deste ano. Além disso, não se deve confundir governistas com bolsonaristas. É o caso do deputado Luís Miranda, que aliás disputará a reeleição por São Paulo. Ele está rompido com o presidente da República, mas vota com o governo, mostrando que sua lealdade se prende ao presidente da Câmara, Arthur Lira, e não à pessoa de Bolsonaro.

Votação serve de termômetro

Um exemplo pode ser dado pelo Projeto de Lei 4188 de 2021, de autoria do Executivo, que abriu caminho aos bancos e instituições financeiras para penhorar o único imóvel de uma família para quitar dívidas. Votaram a favor Bia Kicis (PL), na foto com sua cadelinha chihuahua), Júlio Cesar (Republicanos), Luís Miranda (Republicanos) e Paula Belmonte (Cidadania). Os únicos dos parlamentares do DF que votaram contra o projeto foram os deputados Israel Batista (PSB) e Érika Kokay (PT). As deputadas Flávia Arruda (PL) e Celina Leão (PP) não constam na lista desta votação em plenário. No entanto, ambas votaram para derrubar um destaque do PDT que pedia a exclusão do artigo 14 do projeto de lei, justamente aquele que autoriza a penhora de único bem familiar por dívida. O destaque acabou sendo derrubado. Esse mesmo destaque recebeu voto favorável de Luís Miranda, que afirmou ser contra a penhora do bem familiar.

Senadores não

O contrário ocorre no Senado. Nenhum dos três integrantes da bancada brasiliense se alinha automaticamente com o governo Bolsonaro. Em caráter eventual, é até possível aos governistas contarem com o apoio de um ou mais deles. Mas não de forma sistemática. A senadora Leila Barros é a que vota mais frequentemente com a oposição, de forma ainda mais acentuada depois que se filiou ao PDT. José Antonio Reguffe também costuma votar contra, embora às vezes apoie. “Voto sempre segundo minha consciência, de forma independente”, costuma dizer. O senador tucano Izalci Lucas já concordou mais com o governo. Hoje seu voto também não pode ser dado como certo.

Obras prontas em setembro

O trânsito do viaduto da EPIG-EPTG, assim como das obras do Setor Policial Sul, com corredores de ônibus, estará liberado até setembro, acabando com engarrafamentos históricos. O mesmo prazo vale para o túnel de Taguatinga. A garantia foi dada nesta segunda-feira, 4, pelo governador Ibaneis Rocha. Perguntaram ao governador se os transtornos causados pela obra representam, para ele, um desgaste eleitoral. Ibaneis mostrou que é justamente o contrário. A população espera por essas obras há muito tempo, no caso do túnel há mais de vinte anos. Por isso mesmo, está aprovando os trabalhos e aguardando seu término, que ocorrerá antes das eleições.

Patrimônio eleitoral

Filho de Odilon Aires, distrital por quatro legislaturas seguidas, o advogado Gustavo Aires testará o patrimônio político do pai, já falecido. Acrescentará aos votos de Odilon os que espera ter obtido como administrador de Samambaia. Odilon foi presidente regional do MDB durante governos de Joaquim Roriz e seu filho, mais tarde, foi vice e chegou a exercer o mesmo cargo.

Camiseta nova

Candidata a senadora pelo PT, a sindicalista Rosilene Corrêa postou em suas redes sociais foto sua com camiseta novinha em folha, presente da Xapuri Socioambiental. Nas cores do partido, a camiseta informa: “No meu peito e no teu bate um sonho igual”. A Xapuri Socioambiental vem a ser um misto de ONG e de empresa de comunicação, muito ligada ao PT.

Só uma vaga para dois candidatos

O time do PSB brasiliense não admite de público, mas já fez suas contas. Terá ao menos dois candidatos a deputado federal com grandes chances de conquistar vaga na Câmara. Os dois são provados nas urnas e estão bem cotados nas chapas já desenhadas: o ex-governador Rodrigo Rollemberg, que já foi distrital, federal e senador, e o atual deputado Israel Batista, puxador de votos tanto como distrital quanto no cargo que ocupa. O problema é que, mesmo atingindo o desempenho previsível, as probabilidades indicam que o partido só conseguirá uma vaga na Câmara dos Deputados. Pode ser qualquer um dos dois. Com muita sorte, e com um desempenho surpreendente dos demais pré-candidatos que venham a compor a chapa do PSB, pode até ser que consiga eleger os dois. Mas será difícil, muito difícil.

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Cada vez mais perto

O ex-governador Rodrigo Rollemberg e o senador José Antonio Reguffe encontraram-se pelo menos duas vezes nos últimos dias e conversam ao telefone com frequência crescente. Estavam afastados desde a eleição passada, mas Rodrigo aproveitou os contatos de Reguffe com figuras de seu PSB e sinalizou uma reaproximação. Quando Reguffe assumiu enfim sua candidatura, Rollemberg declarou que ela abria uma luz de esperança no Distrito Federal.

Pela certificação digital

O senador brasiliense Izalci Lucas recebeu dirigentes das principais empresas de certificação digital do País, casos da AC Soluti, AC Mult e ATID. Em três horas de reunião, traçaram diretrizes para que o setor – pouco conhecido tecnicamente pelos parlamentares – possa esclarecer os principais temas a serem discutidos no Congresso.








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