Amigo pessoal de Bolsonaro, o deputado Alberto Fraga acredita que o papel do ex-presidente não pode ser minimizado. Afinal, ele elegeu, praticamente sozinho, dois prefeitos de capital e está com nove no segundo turno.

Enquanto isso, diz Lula não fez nenhum e o PT sumiu – aí, vale lembrar que o partido ainda concorre em quatro eleições de segundo turno. De qualquer forma, reconhece Fraga, a presença de Bolsonaro não foi estrondosa. A votação mostrou vários matizes de eleitores, muitos dos quais não podem ser considerados “bolsonaristas doentes”, mas são simpáticos às causas.
Esse número foi o que aumentou. Fraga não se arrisca, porém, a dar palpites para eleições futuras no Distrito Federal. Acredita “que uma vaga do Senado será de Michelle Bolsonaro e que a deputada Bia Kicis tentará colar nela, mas o governador Ibaneis está no jogo e a presença de Michelle ajudará muito Celina Leão”.

Ainda há a participação do senador Izalci Lucas, que deixou o PSDB para se filiar ao PL, com a presença de Bolsonaro.

De qualquer forma, fica muito difícil para a esquerda, seja lá quem for o candidato ao governo – os mais falados ainda são o petista tradicional Geraldo Magela, o ex-ministro interino Ricardo Cappelli do PSB e o ex-distrital Leandro Grass, do PV, candidato em 2022. E a chapa de Erika Kokay e Leila Barros para o Senado vira páreo duro e risco de perda de cadeiras certas de deputado.