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Do Alto da Torre
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Leila com as cartas nas mãos

A senadora avisa que, para seu partido, o campo da esquerda “só chegará a seu objetivo, o segundo turno, caso se construam pontes”.

Eduardo Brito

05/08/2026 18h57

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Leila Barros crédito ASCOM/PDT

Embora a federação PT-PV-PCdoB tenha feito, na noite desta quarta-feira, 5, a convenção que ratificou a chapa costurada há tempos, os candidatos da esquerda permaneceram todo o tempo de olho no PDT da senadora Leila Barros, a Leila do Vôlei.

Leila sempre teve vaga assegurada na composição, mas hoje defende uma união mais ampla de toda essa vertente. O PDT não fechou apoio à chapa original, e Leila (foto) explicou: “queremos esgotar o diálogo entre todos porque, nas duas últimas eleições, nosso campo esteve fragmentado, o que prejudicou o resultado”.

A senadora avisa que, para seu partido, o campo da esquerda “só chegará a seu objetivo, o segundo turno, caso se construam pontes”.

Quando lhe perguntam se isso significa optar por Leandro Grass, do PT, ou Ricardo Cappelli, do PSB, Leila avisa: “nosso partido não tem plano B e não está se definindo por quem vai encabeçar essa chapa, mas quer que ambos os lados apoiem essa posição, essa união”.

A senadora lembra que há tempo para isso, pois o prazo para definição vai até 15 de agosto, mas espera que se feche essa frente antes disso.

Cappelli faz apelo “de última hora” ao PT

Já indicado como candidato a governador pelo PSB, o ex-interventor Ricardo Cappelli (foto) fez, nesta quarta-feira, 5, um apelo ao PT, lembrando que se estava no último dia das convenções.

“Faço um apelo pela unidade das forças progressistas do Distrito Federal enquanto ainda é possível”, avisou.

Cappelli lembrou que, desde o início do processo eleitoral deste ano, o PT tornou claro que sua prioridade era a eleição da deputada Érika Kokay para o Senado, além da reeleição da senadora Leila do Vôlei.

Da mesma forma, o PSOL priorizou a ida do distrital Fábio Félix para deputado federal. E o PSB apoiou ele próprio, Cappelli, para o governo, como sua contribuição.

“Não é justo”, raciocinou, “um único partido obter duas vagas centrais”. Por isso, Cappelli fez esse apelo ao PT para que, em vez disso, indique o vice da chapa.

Segundo ele, esse é o caminho para, ao final do processo das convenções, “conseguir a unidade necessária para enfrentar e vencer a extrema direita”.

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