Político mais do que experiente, o senador brasiliense Izalci Lucas não passou recibo sobre a rasteira que levou no PL, impedido pela direção de se candidatar ao Buriti, como acertado, e até mesmo ao Senado. Disputará uma cadeira de deputado federal e ponto.
Mesmo assim, Izalci preservou suas funções partidárias, como a de líder da oposição no Congresso e, nessa condição, compareceu à convenção nacional do partido. Vestiu a camiseta amarela do PL, subiu à mesa diretora dos trabalhos, cumprimentou Flávio Bolsonaro (foto) logo após ser sagrado candidato e apareceu em todas as fotos.
De quebra, foi dos poucos a elogiar a convenção, dizendo que “ela marcou um momento decisivo de reorganização e demonstração de força, destacando propostas voltadas ao empreendedorismo, à desoneração tributária e ao fortalecimento da segurança pública”. Mais importante, Izalci circulou por todos os altos escalões do partido.
Foi, sem dúvida, o mais visível dos caciques brasilienses da legenda. Michelle Bolsonaro, que deve ficar com sua cadeira de senadora, nem apareceu por lá.
Com essa estratégia, Izalci preserva sua vida pública: concorrerá em uma chapa viável, preservando seu patrimônio eleitoral e somando-o às presenças do atual deputado Alberto Fraga e do distrital Thiago Manzoni, herdeiro do espólio da atual deputada Bia Kicis. O PL é um dos poucos partidos que concorrem neste ano com a certeza de atingir o quociente eleitoral.