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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Grass diz que maioria não votou em Celina

candidato aposta em eleitores de outros nomes, indecisos e ausentes para ampliar votação no segundo turno

Eduardo Brito

21/10/2026 18h54

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Leandro Grass crédito Youtube

O candidato oposicionista ao Buriti, Leandro Grass (foto), afirmou nesta quarta-feira, 21, em sabatina no SBT, que quase 1,5 milhão de brasilienses “não querem Celina e optaram pela mudança”. Com esses números em mãos, ele pretende atrair votos de eleitores de outros candidatos e também de indecisos e ausentes para virar o jogo no segundo turno.

Só que, para chegar a esses 1,5 milhão, Grass conta não apenas com os votos dados a ele e aos outros candidatos no primeiro turno, mas também com os votos brancos e nulos, que interpreta como rejeição a Celina, que só não venceu no primeiro turno por 168 votos.

Grass admitiu compreender a alta rejeição ao PT no Distrito Federal — que já governou com Cristovam Buarque e Agnelo Queiroz —, mas pediu que os eleitores comparem propostas e pesquisem sobre os candidatos na internet.

“A gente agora tem um desafio, mostrar a diferença entre Leandro e Celina, o que cada um pensa para saúde, educação, segurança e também o que cada um já fez”, disse Grass, lembrando que ele próprio, antes de presidir o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi deputado distrital, aprovou 27 leis e nunca houve qualquer denúncia contra ele.

Debate leva a notícia-crime eleitoral

Grass (PT) apresentou notícia-crime eleitoral contra a governadora Celina Leão após declarações insinuando que o adversário poderia praticar violência contra mulheres. O documento foi protocolado na Polícia Federal, solicitando a abertura de investigação por possível crime de injúria eleitoral, sem prejuízo de outros enquadramentos jurídicos.

O caso teve início na terça-feira, 20, quando Celina, em conversa gravada com diversos jornalistas após entrevista a uma emissora, afirmou que não pretendia participar de novos debates com Leandro e ironizou o que ele poderia fazer com mulheres longe das câmeras.

“Uma pessoa que não sabe se portar em um debate na frente das câmeras, você já imaginou o que ele poderia fazer com mulheres escondido?”, declarou a governadora.

Tudo isso se prende a debates anteriores. Celina se queixou, inclusive ao próprio Leandro, de que, no último debate que tiveram, foi interrompida três vezes pelo rival, no que julgou ser uma violência contra uma mulher, ela própria.

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