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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Fraga quer prevalecer na marca da segurança

Nada se faz no Congresso sem essa frente, insiste Fraga

Eduardo Brito

08/09/2026 18h41

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Fraga faz campanha com policiais crédito INSTAGRAM

Quem também adotou o mote do “Sei como fazer” é o deputado Alberto Fraga, candidato à reeleição.

Nas suas peças de campanha, Fraga (foto) conta que se tornou decisivo para a defesa da segurança dos brasileiros, rumo que já vinha dos mandatos anteriores e se consolidou, no atual, com a presidência da Frente Parlamentar da Segurança Pública, que conta com 292 deputados federais.

Nada se faz no Congresso sem essa frente, insiste Fraga.

Egresso da Polícia Militar, Fraga aproveita todas as oportunidades para fazer acenos à Polícia Civil do Distrito Federal, “das mais competentes do Brasil, senão a mais competente, sempre resolvendo os casos”.

Mas Fraga quer ampliar sua frente eleitoral, convicto de que pode atrair votos de quem coloca a segurança como um dos grandes problemas do país.

Nesse sentido, Fraga até adotou um novo slogan: “Eu quero que o bandido se lixe”.

Até o número

Em parte por conta da repercussão e da história pessoal, mas também por causa da amizade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Fraga tem recebido carinho do seu Partido Liberal.

Conseguiu ficar com o número mais cobiçado de toda a nominata, o 2222, mais fácil de lembrar, até por ser mais próximo ao 222 da candidata a senadora Michelle Bolsonaro e duas vezes o 22 do presidenciável Flávio.

Quando negociava a desistência do Buriti e a ida para a Câmara, o atual senador Izalci Lucas reclamou como compensação o privilegiado 2222, mas teve de se contentar com o 2200.

Pior: Fraga também é o candidato brasiliense a deputado que mais recebeu recursos do PL.

Tem no banco R$ 3,1 milhões, enquanto Michelle fica apenas ligeiramente acima, com R$ 3,44 milhões.

O indicado da presidente regional Bia Kicis, Thiago Manzoni, teve de se contentar com R$ 791 mil. Os demais ficam muito atrás.

Irmão também na lista

Está na lista de doações também o candidato a distrital Carlos Eduardo Antunes Torres, apresentado como irmão de Michelle Bolsonaro.

Recebeu R$ 150 mil.

Fica o registro de que, apesar da citação frequente, Eduardo Torres é apenas irmão de criação, sem qualquer parentesco real com Michelle.

Vem a ser filho da madrasta dela.

Já concorreu a deputado nas duas últimas eleições, sem conseguir se eleger.

Da última vez, em 2022, chegou a 16.990 votos, mas ficou como segundo suplente.

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